O Clube do Filme.

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[Minha experiência, impressões e alguns spoilers do livro ‘O Clube do Filme’, de David Gilmour – Ed. Intrínseca]

Uma vez eu ouvi falar sobre o livro ‘O Clube do Filme’ de David Gilmour, e achei o título interessante (opa, filmes <3) e fui ver mais sobre o que era. A sinopse explicava que um pai deixou seu filho sair da escola – algo que o filho detestava – com a condição de que os dois vissem juntos pelo menos três filmes por semana. E a partir disso, cada filme trazia novas pautas para eles discutirem, e assim o pai educava o filho para a vida.

Achei uma ideia bem legal, fiquei curiosa (será que deu certo?), e como eu gosto muito de buscar em vídeos, livros, filmes etc um legado, ou algum ensinamento (daí que eu comecei o TQEPSEAC aqui no blog, mas logo aposentei), achei que o livro seria sobre os filmes que pai e filho assistiram e sobre as lições tiradas de cada um, o que, na verdade, poderia ter deixado o livro meio chato, repetitivo e com ar de escola (coisa da qual Jesse, o filho, já havia se livrado uma vez!).

Coloquei na minha booklist (que esse ano está mesclada com a do Charlie), mas não como prioridade. Só que em uma das minhas idas à Cultura, meus olhinhos e o livro se encontraram, e eu não consigo pensar em um só livro que não suba para o topo de prioridades literárias ao ser encontrado na sua livraria favorita, bem no dia do seu aniversário (hm, vou me dar de presente!) e pelo preço simpatissíssimo de R$12,45. Comprei, é claro. E comecei a ler naquela noite mesmo, dentro do metrô.

De cara o livro traz um ponto de vista muito interessante: a visão de David, o pai, e todas as suas vontades e preocupações em relação ao filho. Dos outros livros que eu já li, nenhum vinha com esse ponto de vista, então foi uma novidade bem legal pra mim. O que acontece durante a viagem a Cuba, por exemplo, e o que David sente – orgulho por ter protegido Jesse – me fez sorrir e refletir sobre algumas coisas. Por exemplo, no papel das pessoas na vida de cada um, na sociedade e no quanto esse papel influencia na vida delas mesmas. Em ‘Never Grow Up’, música do cd ‘Speak Now’ da Taylor Swift, ela pede que a filha não se esqueça de que enquanto cresce, a mãe também está ficando mais velha, ou seja, ela não é só a sua mãe, ela também é uma pessoa, uma mulher, está enfrentando coisas, passando por novidades, tem medos e receios… Já essa história de Cuba nos faz repensar, por exemplo, nas coisas que pais (talvez assim como avós, tios, irmãos, amigos) gostariam de fazer por nós, mas “não podem” porque já estamos grandes ou por qualquer outro motivo. Essa mistura de papéis, funções e conciência individual é uma coisa enorme.

O livro conta mesmo a história daquele período da vida dos dois, todo o contexto, como a busca de David por um emprego e as namoradas de Jesse. Mas fala um pouco sobre os filmes também, como histórias curiosas de bastidores, comentários relevantes (David é um cinéfilo que sabe assistir a filmes e apreciar os detalhes que poderiam passar despercebidos para algumas pessoas), e por isso pode ser usado como uma espécie de guia para assistir os filmes que você ainda não viu sabendo um pouquinho mais sobre eles, ou rever aqueles que já viu, só que dessa vez prestando mais atenção em tal cena, depois de aprender sobre ela no livro.

Curiosidades sobre a vida de alguns diretores, roteiristas e atores também estão presentes e são contadas da forma mais natural possível (de pai pra filho, mesmo). Mas os filmes estão sempre em segundo plano na história, ‘O Clube do Filme’ não é um livro sobre Cinema. É muito mais sobre como criar/educar, sobre ser pai de um adolescente com todos os altos e baixos e a coragem e sensibilidade necessárias. SPOILER ALERT: Durante a leitura, em vários momentos fiquei curiosa para saber como o Jesse está hoje, onde ele chegou sem um diploma de Ensino Médio, e acabei me surpreendendo no final porque a) o livro não conta especificamente que carreira ele seguiu, apesar da monografia sobre Cinema… Quer dizer, ele não queria ser crítico, ele queria ser rapper… E b) um dos principais motivos para eu ter começado essa leitura, afinal, foi a curiosidade sobre a resolução da história, eu achava que Jesse teria conseguido uma carreira de sucesso sem diploma, mas no final ele voltou ao Ensino Médio, foi à faculdade etc. Enquanto eu lia algumas partes, cheguei a acreditar que pudesse haver a possibilidade de entrar em uma faculdade sem terminar o Ensino Médio, mas não, né? 😛

Quando eu já estava familiarizada com os personagens e curtindo bastante a história, pegando o metrô no sentido contrário só para ir até a última estação e voltar, lendo, eu senti aquela pena do livro estar acabando. “Droga, em dois dias no máximo eu já vou ter terminado de ler tudo…”. Mas entre Tesouros Enterrados e Grandes Roteiros, nos dois últimos capítulos, eu já estava querendo que acabasse, eu precisava terminar o livro imediatamente. Não porque estava ruim, na verdade o livro não ficou ruim ou cansativo em nenhum momento, mas estava uma areia movediça e eu precisava sair antes de me afundar mais com aquela história. Esquisito, mas eu simplesmente amo como livros são capazes de despertar as mais variadas sensações, superficial ou intensamente e, no fim das contas, ler ‘O Clube do Filme’ foi uma experiência literária de verdade, maior do que eu imaginei que seria quando me dei de presente.

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Infinite Love For… (16)

Eu tenho visto muitas – muuuuitas – coisas legais e tenho tido também o “click de ILF” que é, obviamente, uma sensação que eu tenho quando sinto que uma (ou várias) dessas coisas legais deveriam entrar pra lista do Infinite Love For… Tanto pra março quanto pra abril, eu comecei a escrever algumas coisas, a pasta de rascunho está cheia, mas às vezes não sinto lá tanta vontade, e com a faculdade, trabalhos, provas, tudo fica mais complicado, o tempo fica mais curto… De qualquer forma, resolvi fazer o ILF dessa vez com mais de três itens, um apanhado de algumas coisas que apareceram, me deixaram animada, foram interessantes. Vai ficar gigante, mas lá vai:

Os trailers de ‘O Grande Gatsby’. O QUE SÃO AQUELES TRAILERS? O filme vai ser a coisa mais linda do mundo, só pode. A trilha sonora está impercável – produzida por Mr and Mrs Carter, aka Jay-Z e Beyoncé. E eles conseguiram superar a minha imaginação em relação à mansão e às festas do Gatsby. Coisa mais linda! Quem ainda não viu, tem logo três trailers pra nos deixar ainda mais ansiosos… Será que o Leo, ganha um Oscar dessa vez? Hahah, adorei todo o elenco, o Tobbey McGuire parece ser um Nick perfeito, e a Carey Mulligan está toda delicadinha como a Daisy, e estou anciosa pra ver a Isa Fisher como Myrtle, já que ela não aparece tanto nos trailers. Mas olha, ainda fico boba vendo todo esse capricho com a estética do filme. Trailers 1, 2 e 3.

A versão de Happy Together que toca no filme! É uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, uma das primeiras que aprendi a cantar em Inglês, com um cd da Barbie que eu ganhei com 9 anos… Existem várias versões de ‘Happy Together’ por aí, eu mesma tenho algumas, como a da Barbie mesmo, a do Simple Plan que toca em ‘Sexta -Feira Muito Louca’, só que  essa do Filter vence todas elas pra mim, estou viciada! A trilha inteira do filme me deixa asdfghjklç, tá boa demaaais!

A Alicia Keys confirmada pro Rock in Rio. E todo o resto dos shows que verei. Estou animada. Muito muito muito animada. Quase chorando de emoção só de escrever… HAHAHA. Sério. Pra compensar 2011 – que foi demaaais, mas fiquei com aperto no coração de não ir em vários dias incríveis – pro RiR 2013 arrisquei mesmo, juntei dinheiro, ganhei ingressos de presente, comprei o Club, fiquei na luta dia 04/04… Todo o esquema pra garantir alguns dias inesquecíveis em setembro desse ano. No final das contas, vou nos dias 14, 15 e 21. Outra coisa que me deixa muito feliz é que dessa vez meu irmão vai comigo em dois dias e alguns outros amigos também estão indo, além da Mila, é óbvio. Os shows que mais estou ansiosa pra ver são nessa ordem: JOHN MAYER, BRUCE SPRINGSTEEN, CAPITAL, ALICIA KEYS, FLORENCE + THE MACHINE, PHILLIP PHILLIPS, JESSIE J. Em CAPS porque me sinto assim. Vai ter também Skank, Jota Quest, Muse, Justin Timberlake… Isso só no Palco Mundo. Ainda tem The Offspring no Sunset e a Rock Street linda. Vale muito a pena ❤ a gente fica meio pobre, e cansada (desafio da minha vida será ir dois dias seguidos) e acabada mesmo, mas é isso, é bom demais pra deixar passar!! Que venhaaaa! ❤

Ah, e se você estiver indo ao Rock in Rio, ou a qualquer outro show ou festival, vale a pena dar uma lida nessa matéria da Rolling Stone Brasil. Não seja uma mala na multidão, evite praticar qualquer um d’Os dez comportamentos mais chados do público em shows.

Não lembro se eu já falei do Fabio Araújo aqui, talvez sim, porque é um dos meus canais favoritos Youtube todo. Há muito tempo eu acompanho os vídeos dele e são todos rapidinhos e com um senso de humor único (não são obviamente engraçados, mas você não consegue ficar sem rir – bem, eu não consigo). Às vezes você assiste por um minuto sem rir, mas no final tem um toque e pronto!, risadinhas.  Praticamente todos os vídeos do Fabio deixam a gente com aquela sensação de que foi simples e genial! Então, para aquelas tardes que você está ~aparentemente~ sem muita opção de entretenimento na internet, assista de uma vez todos os vídeos do canal dele, e assine pra sempre ficar sabendo quando tiver um novo.

Muitos anos atrás, eu estava na praia, e queria ficar no mar, mas na parte rasa mesmo, só que havia muito lixo lá, plástico em tudo quanto era formato. Eu fiquei bastante irritada, porque qualquer brincadeira ou momento tranquilo naquela área estava impraticável. Aí eu comentei com alguém que deveriam construir uma peneira gigante para limpar os oceanos, e acho que toda criança já deve ter pensado nisso. E os adultos que estavam por perto, é claro, riram da ideia, já que era “impossível”. Acontece que Boyan Slat, um garoto de 19 anos inventou essa “peneira gigante”, que pode levar só 5 anos para limpar todos os oceanos – se as pessoas colaborarem e não poluirem ainda mais, é claro.  Vi o vídeo dele no TED e encontrei essa matéria na Revista Galileu, pra quem quiser saber mais.

Falando nisso, ir ao site do TED, pra mim, é igual a ir ao Youtube assistir a trailers: não consigo ficar só em um ou dois… Fico o resto do dia assistindo… Aquelas sugestões de vídeos relacionados são muitas vezes irresistíveis. Outro dia, numa dessas maratonas, assisti a um vídeo do TEDxESPM que nunca tinha visto antes, sobre a ‘Esquadrilha da Risada – Rindo o tempo passa voando’ (só esse nome já é genial!), uma trupe de palhaços, responsável pelo entretenimento das pessoas que estão no aeroporto, esperando gente chegar, esperando a hora de voar, esperando, esperando, esperando… Para nós, adultos, toda essa espera já é terrível – especialmente quando o voo atrasa -, mas é mais fácil de entender e aceitar o que está acontecendo (“paciência, né?”, “fazer o quê?”), mas imagina que insuportável deve ser para as crianças que passam por isso… Então nada mais legal do que pessoas que se preocuparam com isso, que querem alegrar aquelas horas que perdemos na espera. O vídeo é bem legal, mostra o trabalho da Esquadrilha e no fim ainda mostra um joguinho divertido que eles fazem com os passageiros!

Olivier Teboul, um francês que mora no Brasil (mais precisamente em Belo Horizonte, Minas Gerais) listou 65 das suas impressões sobre o nosso país em seu blog, e foi uma das coisas que mais gostei de ler nas últimas semanas. Alguns itens nos fazem sentir orgulho de ser assim mesmo, outros nos fazem ver o quanto tem coisa aqui no Brasil que é bem absurda, mesmo que para nós, brasileiros, soe como algo comum, natural.

Sabe quando você olha num espelho e se acha surpreendentemente linda? Lógico, você deve estar bem bonita mesmo, mas a iluminação do ambiente tem uma parcela de responsabilidade nisso. A luz pode favorecer, ou não, a nossa aparência. No caso negativo, por exemplo, muitas vezes estamos bem, mas quando tiramos uma foto, não fica tão legal… Isso é bastante comum. Isso fica bastante perceptível ao assistirmos esse vídeo criado por Nacho Guzmán. É interessante ver o quanto sombra e luzes (quente ou fria, vindo de diferentes direções) influenciam na aparência da atriz; parece que são pessoas diferentes, com idades diferentes…

Acho que todo mundo já viu (e já ama) o Armandinho, né? Com os seus questionamentos, sensibilidade, esperteza infantil, as tirinhas são lindas, comoventes, engraçadinhas… Sempre me surpreendo, nunca é repetitivo. Mesmo agora, com uma série de tirinhas sobre o Armandinho e sua nova amiga (?) barata, v

Vejam essa foto de um safári onde os humanos ficam presos. Achei tão boa ideia!! Pra quem não tem facebook.

Os Príncipes William e Harry, junto com a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton foram visitar os estúdios de Leavesden, em Watford, na Inglaterra a convite da Warner Bros. No estúdio foi filmada a maior parte dos filmes de Harry Potter. Olhem só que coisa mais ❤ os gifs 1 e 2 gif. No evento – uma ‘inauguração’, pois a Warner Bros ampliou os estúdios, que ficará aberto a visitação – também estavam alguns atores e a autora da série, J. K. Rowling. Vejam ela e Kate combinando nas bolinhas. Li aqui 🙂

Cenas de filmes da Disney feitas com giz!

‘Biblioteca portátil’, parece ser tão aconchegante… Quero! ❤

Bansky Animado!

O Livro e o Filme: ‘O Menino do Pijama Listrado’.

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[O post contém: spoilers, minhas impressões; Imagens: reprodução]

Essa semana eu terminei de ler ‘O Menino do Pijama Listrado’, uma leitura que foi adiada por um tempão. Pra compensar, resolvi não esperar tanto mais pra ver o filme.

Acho que todo mundo já conhece a história, inclusive o final, mas aqui vai um resumo rapidinho: “Bruno tem nove anos e não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai.” (Adaptado da sinopse oficial do livro).

Apesar do pano de fundo ser dos mais tristes, John Boyne conta toda a história de uma maneira simples e bonita, que foi o que me conquistou, afinal. O livro foi tão bem escrito que você não consegue – e nem quer – fugir de sentir um carinho imenso por Bruno, e mais tarde por Shmuel e pela amizade que eles constróem. É a coisa mais linda ver uma amizade nascer assim, livre de intolerâncias e preconceitos, passando por cima de muitas diferenças; simplesmente mostrando o valor do ser humano e de amigos verdadeiros.

Algumas coisas me remeteram ao livro ‘A Menina que Roubava Livros’ e ao filme ‘A Vida é Bela’, por de falar da Segunda Guerra, do nazismo e das crianças que viveram isso, mesmo sendo histórias diferentes.

Reparei que foi um dos livros mais fáceis de visualizar a história e todas as ações que eu já li. Quando Shmuel dava um sorriso ou não respondia a uma pergunta de Bruno, quando Bruno tinha coragem de ser um pouco sarcástico com o tenente Kotler, e mesmo quando Gretel chorou sentindo falta do irmão – exatamente quando eu comecei a chorar também -, tudo isso estava bastante claro na minha cabeça, com detalhes precisos, o que nem sempre acontece enquanto leio. No final das contas, ‘O Menino do Pijama Listrado’ entrou pro tima dos Livros Que Mal Posso Esperar Pra Ler de Novo.

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A primeira vez que eles se tocam (achei no h-esitate.tumblr.com)

Ao ver um filme depois de ler o livro, há sempre um pequeno choque e aquela comparação entre o que você imaginou e o que você está assistindo. Eu pelo menos fico listando mentalmente as semelhanças, as coisas das quais sinto falta… E em ‘O Menino do Pijama Listrado’ eu senti falta de muitas coisas.

Não achei o filme ruim, mas não me aproximou tanto da história quanto o livro fez. A versão cinematográfica não deixa tão clara a importância da avó para Bruno e, entre outros detalhes, senti falta da coisa do piolho, de precisar raspar a cabeça; mesmo que isso não tenha sido necessário para o desenvolvimento dessa trama. Aliás, eu vi o filme todo e só quando li os créditos no fim, que reconheci o nome do Asa Butterfield – de ‘Hugo’.

A Gretel me pareceu tão neutra e sem graça na maior parte do tempo. No livro ela tem a personalidade melhor definida e fica mais fácil amá-la ou odiá-la; é um ótimo retrato de uma menina que está entrando na adolescência e se acha muito esperta por isso; em compensação, no filme ela aparece como uma jovem patriota, com orgulho do pai e das coisas que ele faz, completamente influenciada pelas aulas e pelas ideias do próprio pai e do tenente Kotler. No fim das contas, três pontos positivos do filme chamaram a minha atenção em relação ao livro:

1) A parte em que o tenente Kotler diz à Mãe que “os judeus cheiram ainda pior depois de queimados”. Essa e outras partes do filme mostraram bem o quanto a Mãe não podia aguentar aquela situação. Eu posso não ter percebido tão bem isso enquanto lia, mas primeiro eu achei que a mãe queria voltar para a casa simplesmente por sentir falta de Berlim, por achar Haja-Vista, além de tudo, um tédio, enquanto na verdade – apesar de não ser desleal ao partido, como a Avó – ela achava insuportável conviver com tudo aquilo tão de perto.

2) O caminho da nova casa até a parte do campo onde Shmuel fica. Eu gostei bastante de ter uma espécie de bosque ali, das cenas do Bruno brincando por lá e encontrando o menino do pijama listrado pela primeira vez.

3) Quando Bruno pergunta ao Liszt se existem judeus bons, e o professor responde algo como “Bem, Bruno, se você conseguir encontrar um judeu que seja bom, você será o melhor explorador do mundo inteiro”. Apesar de não concordar com o Herr Liszt, eu gostei dessa parte, porque depois de ler o livro, acho que isso (somado ao fato de ter conhecido o Shmuel) é algo que Bruno adoraria ouvir, que o faria sentir felicidade e orgulho de suas explorações.

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Não morri de amores pelo filme, talvez por ter morrido de amores pelo livro e ter ficado com muitas expectativas. ‘O Menino do Pijama Listrado’ é, sem dúvida, uma história que merece ser lida, pois foi bem construída em seus detalhes e é levada pela sensibilidade, o elemento mais importante na minha opinião – pelo menos, quando o livro tem essa delicadeza eu me sinto mais conectada aos acontecimentos, e isso, para mim, é decisivo na hora do livro se tornar, ou não, um favorito. E essa amizade entre um menino judeu e um menino filho de um soldado nazista, em plena Segunda Guerra, é uma das minhas histórias favoritas.