Bem no meio de dez anos.

[Achei esse texto perdido, enquanto limpava os rascunhos do blog, escrevi em outubro de 2012 e acabei publicando só agora. Foi legal encontrá-lo hoje, ler, refletir… Tomara que seja bom pra mais alguém :)]

(Oi! Só uma explicação bem rápida, sobre a categoria “Meu Balão”: são as viagens da minha cabeça, em prosa ou verso, que antes moravam na gaveta e ninguém lia. Se alguém vai ler eu já não sei, só que agora essas viagens estão na internet… Hm)

Eu vejo muita gente bem, gente que já passou por coisas terríveis, e que agora são simplesmente grandes pessoas, grandes exemplos. Eu me pergunto se um dia eu vou superar certas coisas, e tento imaginar como deve se sentir uma grande pessoa que superou tudo. Mas eu acho que ninguém nunca superou tudo, que todo dia temos tudo a superar, e que vai ser sempre assim, mesmo para as maiores pessoas do mundo.

Às vezes eu me pego sendo quase cruel com alguém. Nunca é porque eu quero, não estou tentando ser injusta. Acho que espero que os outros aprendam com seus erros, mas me pergunto: o que eles aprenderiam, afinal? Que a vida não é justa. Ou que eu, por algum motivo, não quero ficar por perto o tempo inteiro. Ou que algumas pessoas são assim. É confuso demais, a situação é a mesma, e no primeiro momento você está cheia de razão, só que em meia hora, começa a achar seus argumentos tão estúpidos… Posso voltar atrás e dizer que você tinha um pouco de razão?

Eu tenho vinte anos, já errei muito, acertei muito, já vi vários erros me levarem a acertos. Sei que é possível, que não é nada de outro mundo, mas ainda me impressiono. Olhar em volta e olhar pra trás, ver o fim justificando os meios… É uma sensação meio doida, né? Em um momento da sua vida, você acha que nada mais tem jeito, olha desacreditada pros próprios sonhos; e no outro, está se perguntando como conseguiu passar tanto tempo sem enxergar saídas tão óbvias, e o mais importante: descobre seus verdadeiros sonhos, os que você realmente quer dar o sangue pra realizar, e descobre que cada um deles é perfeitamente possível.

Nada, nada vem ou vai à toa. Tudo traz ou leva o que é preciso. Tem fim que é começo, meio que parece fim, e ainda há os começos escondidos, que só dali a muitos meses você será capaz de entender a linda surpresa que estava sendo desencadeada. O tempo é cura pra muita coisa, é um presente poder ver a mesma coisa depois de certo tempo, com um novo olhar. E quando eu digo que o tempo te ajuda quando passa, eu não estou falando só de meses e anos, mas de vinte minutos, que seja. E mesmo que tenha passado o tempo que for, não tem tanta coisa assim te impedindo de voltar ao ponto de partida. Se foi há uma hora que você disse uma besteira, ainda dá pra voltar e se consertar, se explicar; Se cinco anos atrás você teve medo, quem sabe agora, cinco anos mais sábio, você não tenha coragem?

Pense em cinco anos atrás. Os seus sonhos continuam os mesmos? Você realizou algum? Quais eram as suas músicas favoritas? Elas ainda estão aí? Você mudou muito? Pra melhor ou pior? Tem certeza? Pense em cinco anos a frente. O seus sonhos serão os mesmos? Você vai realizar algum? Quais serão as suas músicas favoritas? Elas já estão aí? Você vai mudar muito? Pra melhor ou pior? Bem, certeza você não tem… Mas eu desejo muita inspiração.