Infinite Love For… (17)

Resolvi mudar um pouco o formato do ILF. Agora o que eu encontro de bacana e caio de amores, eu posto na fanpage do blog no mesmo dia (sem a pretensão de ser todo dia, mas quem sabe), e depois de alguns dias, posto aqui no blog a lista completa. 🙂

A Revista da Cultura fez uma entrevista muito bacana com a escritora Martha Medeiros, sobre esse troca-troca de autoria, dependência tecnológica e leitores meio possessivos. Uma delícia de ler, assim como suas crônicas.

No final das contas, ‘A Menina que Roubava Livros’ vai mesmo virar filme, e pelo que Markus Zusak escreveu em seu tumblr, vai ser lindo e trazer as emoções do livro de novo pra gente ❤ Ah, e que delicadeza dele contar as novidades “como nos velhos tempos”. Só deu mais saudade/ansiedade. O site da Intríseca traduziu as novidades. “Não importa o quanto o filme fique diferente do livro, terão o mesmo sentimento e o que mais eu poderia querer?” A estreia nos cinemas está prevista para janeiro do ano que vem.

A nova campanha do banco HSBC traz um novo olhar para um velho dilema interno: ir atrás dos sonhos x ir atrás do dinheiro. É como se todos nós já soubéssemos a resposta, mas alguma coisa – as dificuldades do dia a dia, provavelmente – nos afastasse dela. A campanha ficou bonita e triste. Assistir a essas crianças nos remete imediatamente aos nossos sonhos de pequenos, e aos nossos sonhos de agora, e pensar que tanto elas quanto nós podemos acabar não vendo a vida passar, como os idosos do vídeo, deve funcionar como um alerta. Espero que muita gente assista e reflita a tempo!

Esse ano, apesar de não estar lendo tanto quanto eu gostaria, tem sido um ano bem literário pra mim, por conta dos projetos envolvendo literatura em que estou envolvida e tudo. Eu até que tô lendo bastante, mas naquele ritmo de 30 livros ao mesmo tempo e nenhum até o fim ainda. Não é como eu gosto, mas é como tem dado pra fazer, especialmente porque a maioria dos livros são pra faculdade. Falando em faculdade, uma professora outro dia indicou o curta “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”, que eu nunca tinha visto, mas eu já havia lido o livro traduzido, “Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo” em uma das muitas horinhas que tenho passado sentada/deitada na Cultura folheando, folheando, às vezes lendo livros inteiros lá dentro. Mas nem é tão difícil, já que, bem, vou desabafar aqui: já que lá na Cultura eles nos tratam como leitores e não apenas como consumidores, como em outra livraria cofsaraivacof que eu gosto e vou sempre, mas que acho uma sacanagem das grandes aquele cd insuportável da Demi Lovato tocando em cima do ÚNICO sofá do que eles chamam de megastore, bitch pls! Pronto acabou. Voltando, parei pra assistir ao curta e ohhhhhhh chorei e tudo. Coisa linda, não foi à toa que ganhou Melhor Curta de Animação no Oscar de 2012. Pra quem quiser se emocionar também, é só clicar aqui.

Falar um idioma fluentemente, ter morado fora, fazer citações de livros, fazer referências de diretores de cinema, demonstrar um pouco de conhecimento sobre um tema X do seu interesse… Qualquer pessoa que já viveu uma situação dessas, ou tem esses hábitos, já deve ter recebido olhares feios ou algo assim, de gente que nunca fez isso – mas que poderia até ter feito, mas escolheu outro estilo de vida. Aquela sensação de que “estávamos nivelados, até eu fazer um comentário normal que fez você se sentir inferior – sei lá por quê – e ainda me culpar por isso”. Chaaaato. Em ‘Somos Tão Jovens’, há até uma cena em que a Aninha fala Francês errado de propósito, e quando questionada sobre, pelo Renato Russo, ela explica: ” se falar certo, fica parecendo esnobe”. Isso é bastante comum. Eu, por exemplo, considero o meu intercâmbio, por exemplo, um divisor de águas na minha vida, e muitas vezes me pego falando coisas como “ah, eu fiz isso antes da viagem” ou “não, só fiz tal coisa depois de Santa Barbara”, que é uma referência perfeitamente natural pra mim, só que às vezes percebo na reação das pessoas, que essa simples menção mudou o tom da conversa. Blé. Pra quem também passa por isso, ou pra quem faz isso (pare!!), a Carmen Guerreiro publicou em seu blog um texto brilhante: ‘A Arrogância Segundo os Medíocres’.

Aos 21 anos, já temos uma certa idade, mas ainda somos jovens. Já temos uma certa ideia das coisas, da vida, do que queremos dela, mas ainda temos tempo de mudar tudo, se sentirmos que é a coisa certa a fazer. Temos algumas certezas, e muitas dúvidas. O humorista Fábio Porchat escreveu para o ‘Estadão’, sobre isso, as coisas que ele gostaria de saber aos 21.

Um pouquinho antes da onde de protestos começar aqui no Brasil, o Google lançou um lindo comercial com manifestações populares como tema principal.

Nesse tempo, saiu ‘Paper Doll’, a nova música do John Mayer.

Saiu também o primeiro trailer de ‘Jobs’, o filme sobre Steve Jobs que deve estreiar em agosto desse ano.

Shewantedtobemyloverbutmyheartwaswithanotherand

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Em 2008, quando eu a descobri, rapidinho fiquei viciada na Kate Nash. Cantava ‘Birds’ o tempo inteiro (sem pular partes porque era tudo lindo), ouvia ‘Nicest Thing’, o hino das paixões platônicos, quase todos os dias, arrumava o quarto com ‘Pumpkin Soup’, achava que ‘We Get On’ era a minha vida e que “Dancing at discos, eating cheese on toast, yeah you make me merry make me very very happy, but you obviously, you didn’t want to stick around… So I learnt from you” era um dos trechos mais legais sobre términos de todos os tempos (ainda acho, pelo menos, meio genial).

Fiquei com esse album por um tempão, e mesmo quando a Kate lançou, em 2010, um novo trabalho “My Best Friend Is You” eu curti um pouco, mas não cheguei a ouvir todas as músicas e nem a dar tanta atenção. Tanto, que só fiquei sabendo que ela viria ao Rio fazer show, depois que ela havia ido embora… ): Marquei muita bobeira aí! Por conta desse mole, me animei há algumas semanas, quando soube que ela viria ao Brasil para o Cultura Inglesa Festival, que é de graça (!), mas em São Paulo (oh, shit). E assim, por não poder ir para SP, perdi outro show da Kate. Maaaas eu nem havia ouvido seus últimos álbuns… Então, mesmo perdendo a chance do show, resolvi que já estava mais do que na hora de ouví-los.

Comecei por ‘Sister’, do terceiro cd, ‘Girl Talk’. O comecinho do refrão (usado como título desse post) não sai da minha cabeça, desde então. Como a voz da Kate, que já era linda, está lindamente diferente, quase que “de qualquer jeito”, bem solta. Ouvindo você vai entender. Como fui logo, sem nem conhecer direito o segundo cd (‘My Best Friend is You’, que deve ter músicas que sinalizam o novo estilo e caminho que ela tomaria), a diferença entre ‘Made of Briks’ (o primeiro trabalho dela, lançado em 2007) e o último é gritante. Com muitos gritinhos.  E mesmo com a mudança radical, o disco lançado em março desse ano não ficou menos viciante. Só que agora, ao invés de surpresinhas em cada música, o cd inteiro é uma grande surpresa; e no lugar de letras lindinhas e engraçadas, que davam vontade de sentar na cama com o violão e cantar bonitinho, a vontade agora é de dançar, gritar e mandar ver numa guitarra bem louca.

Aqui um vídeo da Kate cantando ‘Sister’ ao vivo =)

Resolvi escrever esse post antes de escutar todo o segundo cd, pois senti que tinha bastante para falar sobre o terceiro. O album é superfeminista, com letras criticando o sexismo (e quem fala que isso não existe), uma música chamada ‘Free My Pussy’; e aquele toque de humor (menor do que eu imaginei) em ‘I’m a Faminist, You’re Still a Whore’ (he he he). Aliás, o começo desta me lembra muito Little Red. Little red, little red, little red. Mas ‘Masion Song’ já dava espaço para o feminismo em ‘MBFIY’.

Estou gostando bastante de todas, mas acho que ‘Sister’ continua sendo a minha favorita! Kate Nash punk de garagem é irresistível. Voltei da aula e a primeira coisa que fiz foi ouví-la. Acho que gosto tanto porque me dá a sensação de pertencer a uma época do século passado, da qual eu não pertenci. Acho que é alguma coisa como ser adolescente nos anos 80/90. Por mais que eu ame rock dessas décadas, sempre ouço com a conciência de que são de outros tempos. Já o ‘Girl Talk’ soa parecido, mas é desse ano, da minha época, do meu tempo, e fala das mesmas coisas com as quais me identifico. #MeRepresenta

ILF Riot.

V de Vinagre, Primavera Brasileira, Revolta da Salada… Chame como quiser, mas tem uma coisa bem grande acontecendo no Brasil neste momento. Milhares de brasileiros, especialmente em São Paulo, foram para as praças e avenidas gritar e erguer placas, chamar atenção para assuntos que todos nós – sem exceção – sempre vimos e ouvimos e reclamamos todos os dias, mas entre nós mesmos. A mais alienada das pessoas sabe que o Brasil está vivendo um momento incrível, que a economia está a melhor em muitos anos, que o Brasil é “o lugar” para se estar, e está nos planos de viagem de gente do mundo inteiro. Mas como, exatamente, isso reflete no nosso dia a dia, de forma positiva? De forma nenhuma, praticamente. Quem depende de serviços públicos de educação, saúde etc não vê resultado nenhum, é só a mesma precariedade.

O problema, pela milésima vez, não são 20 centavos. Mas sim o descaso geral com a sociedade, os investimentos nas áreas erradas, a cobrança de taxas, tarifas e impostos que aumenta, mas a qualidade dos serviços continuam iguais. Eles dão um jeito no que não é tão importante, ignoram o que deveria ser priorizado, fazem coisas erradas, ou não fazem nada, e NÓS bancamos tudo isso. É você, e seus pais e os membros da sua família que acordam antes do que gostariam, trabalham e se estressam o ano inteiro, para no final só receber 7 salários inteiros, porque o resto foi gasto com impostos absurdos. Pagar impostos é uma necessidade, e devemos mesmo pagar, e em alguns (poucos) países, paga-se mais impostos do que no Brasil, só que aqui não vemos esse dinheiro ser bem aplicado, e é isso que suportamos por anos e não aguentamos mais.

E as pessoas que têm a coragem necessária para tentar mudar essa situação estão sendo vítimas de violência por parte da Polícia Militar. Claro que quebra-quebra e atos de vandalismo não são a melhor saída, mas foram poucos os manifestantes que chegaram a tal ponto, essa NÃO é a ideia principal. A ideia é sacudir e finalmente reverter essa situação vergonhosa pela qual o nosso país está passando. Um país bonito, com diversas qualidades de dar orgulho, coisas que não vemos em lugar nenhum no mundo, porém que nos faz sentir tanta vergonha pela sua história política, por tanta violência, repressão, corrupção, desfalques em áreas básicas como saúde, educação e segurança.

MUDAR É PRECISO.

Fiz aqui uma compilação de links, textos e imagens que se destacaram enquanto eu acompanhava/acompanho as notícias.


(Armandinho querido)

Tumblr The Salad Uprising + Página no FB – brasileiros informando estrangeiros sobre o que está havendo por aqui.

Alguns vídeos do protesto foram postados no Não Salvo, além de um manual de como se defender do spray de pimenta.

Imagens chocantes da violência da PM contra os manifestantes. Acho que o que está em Inglês deveria ser mais compartilhado, quem sabe desencorajaria turistas a vir aos megaeventos. Megaeventos meio vazios, a decepção pra toda essa expectativa. Queria só ver.


(A jornalista da ‘Folha de São Paulo’ Giuliana Vallone, atingida no olho por um tiro de bala de borracha, vindo da PM)

Milhares já escolheram sapatos que não vão apertar” – ótimo texto do site Impedimento.

Marina Silva, ex-senadora: “As pessoas não estão suportando mais essa situação de impotência para transformar politicamente aquilo que de fato elas querem que seja transformado”.

Vídeo ‘Vem pra Rua’!

Texto de Jô Soares:

“E o mundo parece que acordou depois da primavera árabe. As pessoas do ocidente se tornaram menos pseudo e mais revolucionárias, estão saindo para as ruas pra lutar por aquilo que acham justo e, entenderam que os movimentos de massa trarão algum tipo de mudança, seja ela boa ou ruim. O povo brasileiro começa a mostrar a sua cara (minoria ainda), e eu acho isso fantástico. Eu não concordo com a série de vandalismo e depredação que vem ocorrendo, mas os governantes esperam o que? A revolução de Havel? Como cobrar educação do povo, se nunca proporcionaram isso a eles? Como querer cobrar integridade, honestidade, se oferecem “bolsa presidiário” com valor mais alto que o salário mínimo? É muita hipocrisia!
O pior ainda é ver grande parte da imprensa relatando os fatos, que em outras partes do mundo, eles chamam de manifestações, mas aqui no Brasil chamam apenas de vandalismo! Jornalismo imparcial? Jamais! Como esperar imparcialidade de empresas vendidas aos latifundiários, políticos e burgueses… Ahhh claro, novelas e futebol! E viva o circo… Pois diferente do povo… O pão eles já tem!”

Fotojornalismo e estética, as fotos mais bonitas do protesto.

A Página ‘Dia do Basta SP‘ fez um manual de como se proteger em manifestações.

Dilma vaiada na abertura da Copa das Confederações.

24 momentos do protesto em SP que você não verá na TV.

Carta aberta do Emicida, aqui no Catraca Livre.

“Muitos dos que lotam as ruas hoje disseram “não” a José Serra por “pensar novo”, como sugeria a campanha de Haddad. Não creio que “pensar novo” seja fechar as portas para o diálogo ou se referir aos manifestantes como vândalos, indo na mesma direção da opinião dos que abominavam e ainda abominam o fato de a cidade ser gerenciada por ele.”


(Não aguento quando)

Cidades ao redor do mundo terão protestos apoiando as manifestações brasileiras.

Anistia Internacional critica repressão aos protestos.

A jornalista Carmen Guerreiro também falou sobre as manifestações em seu blog AnsiaMente.

O que os jogadores da seleção estão pensando sobre as manifestações?