Not something thumping from the City.

Não fui criada em uma fazenda, com cavalos em volta… O mais perto que cheguei desse universo bucólico foi uma ferradura pendurada na árvore do meu quintal e alguns comerciais do Greatest Hits da Shania Twain que passavam o tempo inteiro no SBT em 2004 e faziam meu irmão e eu cantar ‘Still The One’ aos berros pela casa. Mas mesmo assim, o Country é muito importante e mora no meu coração.

Eu não gosto apenas de Country, quem me conhece sabe que eu não gosto apenas de nada, que eu aprecio vários estilos bem diferentes de música, literatura, filmes, lugares… E que pra mim tudo é a melhor coisa que existe naquele momento. E a melhor coisa do mundo, de todos os tempos, que apresento agora é: Música Country.

De tudo, a característica que eu mais gost do cenário Country é a sensação de estar tudo em família. Claro que não é exatamente assim,  e por trás de toda essa coisa de “viemos do campo, temos a mesmas raízes, nos amamos” há algumas intrigas, como em toda indústria musical. Basta ver as tramas de ‘Country Strong’ ou do seriado ‘Nashville’; o que é mostrado na série são coisas que a criadora, Callie Khouri, viu de perto quando morou na cidade de mesmo nome.

Mas, tirando o inevitável, é uma delícia assistir aos festivais, às premiações como o ACM Awards e o CMA Awards. As apresentações, as parcerias que dão aquele toque especial, os discursos, as piadas… Na minha opinião, são melhores do que qualquer outro prêmio de música, sempre vale assistir, me sinto “em casa” mesmo vendo pelo youtube, haha. Olhar pra uma foto assim, ver que está faltando gente aí, mas dos que estão, você sabe quem é quem e adora… Isso é coisa de família, não é?

Só nunca entenderei a Miranda Cosgrove aí…

Um dos momentos mais inesquecíveis pra mim, foi quando Kix Brooks e Ronnie Dunn – que formavam uma dupla há 20 anos – anunciaram a separação, em agosto de 2009. No ano seguinte, eles apresentaram o ‘The Last Rodeo – Final Show’ (foto acima), um show de despedida que foi a coisa mais linda, e estava todo mundo lá! Foi demais! Na época eu assisti todos os fragmentos do show disponíveis na internet, mas hoje descobri que tem na íntegra no youtube.


Não resisti, assisti de novo…

Brooks and Dunn era uma das poucas duplas da música Country, diferente de como é aqui no Brasil (um monte de duplas sertanejas), lá há mais cantores solo, trios e bandas. Mas assim como aqui existe o sertanejo universitário, nos Estados Unidos o Country anda sendo reinventado, com muita gente incrível nessa nova geração. O que eu enxergo, na verdade, são até segmentos um pouco variados dentro da mesma geração, mas ficaria difícil explicar, porque as linhas divisórias são meio embaçadas. Fica mais claro quando você ouve as músicas e percebe as diferentes atmosferas entre cada época (de Hillbilly até hoje) e de artista para artista. Todos fazem parte da mesma coisa, é fácil relacionar, mas cada um faz de um jeito único… Mesmo com os elementos repetitivos (seja o formato de contar histórias inteiras, os instrumentos como banjo ou bandolim ou mesmo a menção do cotidiano no campo como pick-up trucks, campo aberto, chapéus de cowboy…), dessa fonte sai uma variedade imensa de música boa, e com muita qualidade.

A Taylor Swift, por exemplo, recebe indicações, prêmios (menos do que antes) e tudo como artista country, apesar de muita, muuuita gente questionar isso. Na minha opinião, não há razão para excluir a Taylor, ainda que as músicas dela saiam até bastante do que é o Country. É que sempre há elementos do estilo espalhados, pelo menos por algumas canções, de seus discos. E também (especialmente pelas duas próximas razões) porque ela começou lá, tenho certeza de que mesmo ela ainda se sentindo como se ninguém estivesse a convidado para as festas, ela se sente mais à vontade nesse ambiente; e não podemos esquecer, de tudo que ela fez pela música Country.Pessoas de países da Europa e até daqui do Brasil, que não eram familiarizados com o Country, começaram ouvindo Taylor, e agora compram cds e vão a shows de muitos outros artistas do gênero.

A importância do estilo para os americanos também está refletida em sua forte presença nos reality shows musicais. A primeira vencedora do American Idol, Kelly Clarkson <3, na época cantava mais pop, mas ela está bem inserida no meio Country também. Carrie Underwood venceu a quarta temporada programa, que aliás, tem agora o Keith Urban como um dos jurados. No ano passado, Tate Stevens foi o vencedor da segunda temporada do X Factor. E claro, O Blake Shelton ❤ é (o melhor) jurado do The Voice.

É raro, mas às vezes ouço as rádios brasileiras tocarem Country. Lady Antebellum, Taylor Swift, além dos clássicos como Faith Hill (Juuuust breathe… alto no carro, quem nunca?), Shania Twain (‘From This Moment’ toca em todo casamento, gente!). Mas acho que o que todo mundo conhece e ama mesmo é o reireirei Johnny Cash. You make me happy when skies are grey. ❤ Não tem ninguém que não adore ‘Folsom Prison Blues’, ‘Walk the Line’, os duetos com o Bob Dylan ou com a June.


Oh, gente…

Outro momento memorável na história da Música Country foi o CMA Awards 2012. Três palavras: Miranda e Blake. Miranda Lambert e Blake Shelton, que são um casal tão lindo quanto Faith Hill e Tim McGraw (ou, como um comentário dizia, são Beyoncé e Jay-Z do Country), foram os donos da noite de premiação, que aconteceu em novembro passado. Ela ganhou Female Vocalist of the Year, ele ganhou Entertainer of the Year e os dois juntinhos ganharam Song of the Year – para  ‘Over You’, canção escrita pelos dois, para o irmão dele, falecido há alguns anos. Então, se você ousar apertar play nos três vídeos abaixo, te garanto 10 minutos e 36 segundos de pura lindeza.


Se ‘Best Couple of All Time‘ fosse uma categoria…


We are a team! O discurso lindo, humilde, com esse sotaque ❤


Mais do que merecido, porque se o Blake fez uma coisa em 2012 foi entreter a gente!

O motivo de eu ter começado a falar de Country aqui, foi porque finalmente tive tempo para ouvir o ‘Pioneer’ todo, que é o segundo album da The Band Perry. O cd foi lançado no mês passado, e a banda, que é uma das minhas favoritas (mas muito favoritas mesmo!), caprichou tanto! Os clipes estão incríveis, e as músicas nem se fala… A voz da Kimberly está incrível especialmente na faixa ‘Gonna Be Okay’, mas uma do trio de irmãos que explora a temática de morte. As composições continuam trazendo os rituais de uma garota que sabe como colocar um ponto final num relacionamento que acabou. Afinal, é na música Country que estão as melhores crazy ex-girlfriends!

A coisa que mais me frustra o estilo nçao ser popular no Brasil… Ninguém nunca vem fazer show aqui! Acho que nem mesmo em Barretos… O que é uma pena, mas ainda irei sim. O mais perto que eu já cheguei de alguns artistas country foi as estrelinhas de Tim McGraw, Dolly Parton e Alan Jackson, além de bater um papo com a Carrie de cera.

walkofcountry

São muitos ídolos (deixei muitos sem mencionar), são muitas as canções marcantes, e escrever sobre isso me fez não querer parar mais… Então, para esse post não ficar ainda maior, vou deixar para um próximo, e fazer um top 10 de duetos, ou canções… Alguma coisa assim. Vou finalizar com o clipe de ‘Better Dig Two’, da The Band Perry, que aaaaah, está entre as minhas favoritas do album (Chainsaw, Mother Like Mine, I’m a Keeper… Tá tudo bom demais). Curtam aí:


Até que a morte – e só a morte – nos separe.

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3 thoughts on “Not something thumping from the City.

  1. Não escuto muita música country,nem sei se o que eu escuto pode ser considerado country,pois eu presumo que seja considerado folk,tipo um pouco de James Taylor,uma ou duas músicas da Joni Mitchell,algumas da Aimee Mann,Bob Dylan,e city and colour,mas na verdade eu escuto mais essas músicas por causa do violão,claro que as letras são maneiras e criativas …uma música que eu sei que é country e que me amarro é “Lone Star state of mine”,uma música que é cantada e criada pelo o gênio RIver Phoenix no filme “Um Sonho, Dois Amores”,que conta as estória de quatro jovens correndo atrás do seus sonhos na cidade de Nashville,com a intenção de se tornar um grande cantor(a) country…acho que eu viajei demais!

    vlw!

    • Ah, eu adoro folk também, James Taylor, Joni.. (vou escutar Aimee Mann, não conheço ainda). David Mead também, (se não conhecer, escute só, as músicas são uma delícia!) Eu escuto muuuita coisa, mas a maioria fica no countryrockfolkindie e às vezes não sei pra que lado alguém vai mais. Vai muito dos instrumentos também, né? Opa, fiquei curiosa pra ver o filme, vou procurar. Dei uma olhada e vi que os personagens fazem audições do Bluebird Café, hahah, muito legal filmes que têm elementos reais (: Obrigada pelas dicas! Beijos

      • De nada,a Aimee Man era de uma banda new wave dos anos 80′,ela tinha um cabelo padawan,mas ela de uma reviravolta no seu estilo musical no anos 90′.O filme Magnólia -chuva de sapo ou rã- é composto só com as músicas dela ,tem outras cantores folk como Duncan Sheik,Jeff Buckley,Badly Drawn Boy,Elliot Smith,mais sinceramente eu não escuto TANTO ASSIM,eu tô num circulo vicioso de; the smiths->city and colour->the drums,uma coisa bem monotóma ou melan…
        Putz,esse David Mead é fantástico,é um bom jogador de rugby,sacanagem eu fiz o “dever de casa” direitinho,bem assim de longe sem saber o nome dele,eu já tinha escutado as músicas em algum lugar como a “girl on the roof”,mas nunca parei ‘pra encontrar.Eu achei maneiro;”only living boy in new york” e “last train home” tem uma levada bacana no violão,a música Nashville,você vai me considerar vulgar pelo meu pragmatismo,mas tem um lance bem bucólico e envolve nostalgia(da parte dele é claro), tem um dedilhado mágico,as músicas dele vai bem além do que eu consigo tocar,Last kiss a versão simples do pearl jam e bem de”z”afinado,falando sobre pearl jam,o Eddie Veder fez uma excelente trilha sonora no filme “na natureza selvagem/into the wild”

        Foi mal de novo pela a minha viagem,obrigado pela dica!
        Ps:.e aí,assistiu ao filme?

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