Cinema Nacional

No sábado de estreia de ‘Somos Tão Jovens’, eu fui ao cinema com meu irmão e minha madrinha pra ver o filme, e depois da sessão eu me dei conta de que as últimas vezes que eu havia ido ao cinema foram todas para assistir a filmes nacionais. Como eu enrolei um pouquinho pra escrever sobre isso aqui, já voltei ao cinema para ver filmes lá de fora, mas ainda estou com o assunto na cabeça.

Todo mundo consegue perceber que o nível do cinema nacional tem subido bastante nesses últimos anos… Eu, particularmente, gosto muito das produções brasileiras, e não costumo me decepcionar quando paro pra assistir. Claro, tem sempre uns que não agradam, mas no geral me divertem bastante, eu aprendo muito, além de rolar com esses filmes um nível de identificação que nenhum filme estrangeiro traz. A impressão que eu tenho é que com filmes de Hollywood, por exemplo, nós nos enxergamos nos personagens em um nível mais universal, mesmo quando temos bastante intimidade com a história. Com os filmes daqui, é como se a gente se sentisse mais em casa, mais familiarizado com todo mundo ali, com a situação, os personagens, os lugares, as gírias… Sinceramente, eu acho que faz bem assistir a filmes nacionais.  Eu quero fazer um top 10, mas vai demorar muito então vou postando de 3 em 3 em 4 ou algo assim. Aí embaixo, alguns dos que eu lembro de ter gostado mais:

wearesoyoung
1) Somos Tão Jovens (de Antonio Carlos da Fontoura, 2013)
Se você quer saber mesmo a história da Legião Urbana, o filme pode complementar. Mas não vá achando que a história tá toda ali. Tanto falta coisas que aconteceram, quanto uma das protagonistas (a Aninha, melhor amiga do Renato) nunca existiu! ): Sim, fiquei triste quando soube… Mas como meu objetivo com o filme não era um conhecimento aprofundado na história da banda e do Renato Russo, fiquei bem satisfeita com o que vi! O filme é bem bonito, emociona, dá pra ver que foi feito com capricho. E tem história né? E uma trilha sonora que todo mundo sabe de cabeça, porque marcou momentos e gerações. Meu favorito. Gostaria de chamar atenção para dois detalhes: o jeito como contam as histórias das músicas ficou bem encaixadinho e bonito; a semelhança dos atores com os ‘personagens reais’: a cena em que o Renato consola Petrus foi a que a semelhança entre Thiago Mendonça e Renato ficou mais clara pra mim, além de o Ibsen Perucci ser a cara do Dinho, e o Edu Moraes então… O que foi aquele Herbert Vianna? Hahaha demais! Dei muita risada com ele.

174
2) Última Parada 174 (de Bruno Barreto, 2008)
É um filme muito forte, sobre a tragédia do ônibus 174, que aconteceu em 2000, na Rua Jardim Botânico, aqui no Rio. Mas o foco do filme não é a tragédia, e sim toda uma história da vida de Sandro, o sequestrador do ônibus. Com vários detalhes realistas, eu não sei exatamente até onde o filme é verdade, afinal, não é o documentário (mas existe um documentário sobre o caso chamado ‘Ônibus 174’, feito em 2002, dirigido por José Padilha e Felipe Lacerda, estou pra assistir e comparar). Mas é um dos filmes que mais recomendo, pois consegue aproximar muito o telespectador da complexidade da vida de crianças que crescem e tem sua formação na favela, nas ruas e em prisões para menores. Eu, graças a Deus, cresci e vivo em ambientes que não são violentos, e no máximo conheço a violência urbana (que é uma consequência). Ver o filme me fez entender bastante coisa, só que esgotou minha esperança de ver um dia igualdade social, paz no Rio…. Pelo menos por uns dias.

paraísos
3) Paraísos Artificiais (de Marcos Prado, 2012)
Vi no cinema, e achei um filme bem bonito, lembro que gostei da fotografia, da história também, que foi diferente de qualquer uma que eu já tenha visto. Eu gosto da Nathalia Dill, e os outros protagonistas, Luca Bianchi e Lívia de Bueno (que aliás formaram um casal nos bastidores do filme) também foram ótimos. Um dos pontos mais fortes foram as locações, a maior parte do filme foi gravada em Recife e as cenas ficaram lindas. O filme conta a história de duas amigas, a DJ Érika e Lara, que vão para um festival de música eletrônica no Nordeste, onde Érika vai tocar. Lá elas conhecem Nando, e as vidas deles se cruzam de um jeito bem inesperado, e tudo muda para sempre. Eu, que não sou fã de música eletrônica, mas sou fã de festivais, me identifiquei com a atmosfera e as sensações desses eventos, que foram bem retratadas no filme.

Em breve, mais pra essa lista ❤

CINEMA MULTINACIONAL

P.S. Outro dia fui ao cinema e antes do filme, passaram três trailers, cada um num idioma, nenhum dublado e nenhum em Inglês: um em Português, outro em Espanhol e o último em Francês. Achei isso interessante. Os filmes, respectivamente, foram: ‘Eu Odeio Dia dos Namorados’ (Brasil, 2013) que estreia no dia 7 de junho, ‘2 Mais 2’ (Argentina, 2012) que estreiou por aqui na última semana e ‘A Datilógrafa’ (França, 2012) que chega ao Brasil no dia 24 de maio (próxima sexta). Estou ansiosa pra ver os três, especialmente ‘A Datilógrafa’, que pelo trailer eu já achei muito, muito lindinho em vários sentidos e aposto que vou amar.

I mean look at her.

I mean look at her.

Anúncios

Not something thumping from the City.

Não fui criada em uma fazenda, com cavalos em volta… O mais perto que cheguei desse universo bucólico foi uma ferradura pendurada na árvore do meu quintal e alguns comerciais do Greatest Hits da Shania Twain que passavam o tempo inteiro no SBT em 2004 e faziam meu irmão e eu cantar ‘Still The One’ aos berros pela casa. Mas mesmo assim, o Country é muito importante e mora no meu coração.

Eu não gosto apenas de Country, quem me conhece sabe que eu não gosto apenas de nada, que eu aprecio vários estilos bem diferentes de música, literatura, filmes, lugares… E que pra mim tudo é a melhor coisa que existe naquele momento. E a melhor coisa do mundo, de todos os tempos, que apresento agora é: Música Country.

De tudo, a característica que eu mais gost do cenário Country é a sensação de estar tudo em família. Claro que não é exatamente assim,  e por trás de toda essa coisa de “viemos do campo, temos a mesmas raízes, nos amamos” há algumas intrigas, como em toda indústria musical. Basta ver as tramas de ‘Country Strong’ ou do seriado ‘Nashville’; o que é mostrado na série são coisas que a criadora, Callie Khouri, viu de perto quando morou na cidade de mesmo nome.

Mas, tirando o inevitável, é uma delícia assistir aos festivais, às premiações como o ACM Awards e o CMA Awards. As apresentações, as parcerias que dão aquele toque especial, os discursos, as piadas… Na minha opinião, são melhores do que qualquer outro prêmio de música, sempre vale assistir, me sinto “em casa” mesmo vendo pelo youtube, haha. Olhar pra uma foto assim, ver que está faltando gente aí, mas dos que estão, você sabe quem é quem e adora… Isso é coisa de família, não é?

Só nunca entenderei a Miranda Cosgrove aí…

Um dos momentos mais inesquecíveis pra mim, foi quando Kix Brooks e Ronnie Dunn – que formavam uma dupla há 20 anos – anunciaram a separação, em agosto de 2009. No ano seguinte, eles apresentaram o ‘The Last Rodeo – Final Show’ (foto acima), um show de despedida que foi a coisa mais linda, e estava todo mundo lá! Foi demais! Na época eu assisti todos os fragmentos do show disponíveis na internet, mas hoje descobri que tem na íntegra no youtube.


Não resisti, assisti de novo…

Brooks and Dunn era uma das poucas duplas da música Country, diferente de como é aqui no Brasil (um monte de duplas sertanejas), lá há mais cantores solo, trios e bandas. Mas assim como aqui existe o sertanejo universitário, nos Estados Unidos o Country anda sendo reinventado, com muita gente incrível nessa nova geração. O que eu enxergo, na verdade, são até segmentos um pouco variados dentro da mesma geração, mas ficaria difícil explicar, porque as linhas divisórias são meio embaçadas. Fica mais claro quando você ouve as músicas e percebe as diferentes atmosferas entre cada época (de Hillbilly até hoje) e de artista para artista. Todos fazem parte da mesma coisa, é fácil relacionar, mas cada um faz de um jeito único… Mesmo com os elementos repetitivos (seja o formato de contar histórias inteiras, os instrumentos como banjo ou bandolim ou mesmo a menção do cotidiano no campo como pick-up trucks, campo aberto, chapéus de cowboy…), dessa fonte sai uma variedade imensa de música boa, e com muita qualidade.

A Taylor Swift, por exemplo, recebe indicações, prêmios (menos do que antes) e tudo como artista country, apesar de muita, muuuita gente questionar isso. Na minha opinião, não há razão para excluir a Taylor, ainda que as músicas dela saiam até bastante do que é o Country. É que sempre há elementos do estilo espalhados, pelo menos por algumas canções, de seus discos. E também (especialmente pelas duas próximas razões) porque ela começou lá, tenho certeza de que mesmo ela ainda se sentindo como se ninguém estivesse a convidado para as festas, ela se sente mais à vontade nesse ambiente; e não podemos esquecer, de tudo que ela fez pela música Country.Pessoas de países da Europa e até daqui do Brasil, que não eram familiarizados com o Country, começaram ouvindo Taylor, e agora compram cds e vão a shows de muitos outros artistas do gênero.

A importância do estilo para os americanos também está refletida em sua forte presença nos reality shows musicais. A primeira vencedora do American Idol, Kelly Clarkson <3, na época cantava mais pop, mas ela está bem inserida no meio Country também. Carrie Underwood venceu a quarta temporada programa, que aliás, tem agora o Keith Urban como um dos jurados. No ano passado, Tate Stevens foi o vencedor da segunda temporada do X Factor. E claro, O Blake Shelton ❤ é (o melhor) jurado do The Voice.

É raro, mas às vezes ouço as rádios brasileiras tocarem Country. Lady Antebellum, Taylor Swift, além dos clássicos como Faith Hill (Juuuust breathe… alto no carro, quem nunca?), Shania Twain (‘From This Moment’ toca em todo casamento, gente!). Mas acho que o que todo mundo conhece e ama mesmo é o reireirei Johnny Cash. You make me happy when skies are grey. ❤ Não tem ninguém que não adore ‘Folsom Prison Blues’, ‘Walk the Line’, os duetos com o Bob Dylan ou com a June.


Oh, gente…

Outro momento memorável na história da Música Country foi o CMA Awards 2012. Três palavras: Miranda e Blake. Miranda Lambert e Blake Shelton, que são um casal tão lindo quanto Faith Hill e Tim McGraw (ou, como um comentário dizia, são Beyoncé e Jay-Z do Country), foram os donos da noite de premiação, que aconteceu em novembro passado. Ela ganhou Female Vocalist of the Year, ele ganhou Entertainer of the Year e os dois juntinhos ganharam Song of the Year – para  ‘Over You’, canção escrita pelos dois, para o irmão dele, falecido há alguns anos. Então, se você ousar apertar play nos três vídeos abaixo, te garanto 10 minutos e 36 segundos de pura lindeza.


Se ‘Best Couple of All Time‘ fosse uma categoria…


We are a team! O discurso lindo, humilde, com esse sotaque ❤


Mais do que merecido, porque se o Blake fez uma coisa em 2012 foi entreter a gente!

O motivo de eu ter começado a falar de Country aqui, foi porque finalmente tive tempo para ouvir o ‘Pioneer’ todo, que é o segundo album da The Band Perry. O cd foi lançado no mês passado, e a banda, que é uma das minhas favoritas (mas muito favoritas mesmo!), caprichou tanto! Os clipes estão incríveis, e as músicas nem se fala… A voz da Kimberly está incrível especialmente na faixa ‘Gonna Be Okay’, mas uma do trio de irmãos que explora a temática de morte. As composições continuam trazendo os rituais de uma garota que sabe como colocar um ponto final num relacionamento que acabou. Afinal, é na música Country que estão as melhores crazy ex-girlfriends!

A coisa que mais me frustra o estilo nçao ser popular no Brasil… Ninguém nunca vem fazer show aqui! Acho que nem mesmo em Barretos… O que é uma pena, mas ainda irei sim. O mais perto que eu já cheguei de alguns artistas country foi as estrelinhas de Tim McGraw, Dolly Parton e Alan Jackson, além de bater um papo com a Carrie de cera.

walkofcountry

São muitos ídolos (deixei muitos sem mencionar), são muitas as canções marcantes, e escrever sobre isso me fez não querer parar mais… Então, para esse post não ficar ainda maior, vou deixar para um próximo, e fazer um top 10 de duetos, ou canções… Alguma coisa assim. Vou finalizar com o clipe de ‘Better Dig Two’, da The Band Perry, que aaaaah, está entre as minhas favoritas do album (Chainsaw, Mother Like Mine, I’m a Keeper… Tá tudo bom demais). Curtam aí:


Até que a morte – e só a morte – nos separe.