Bem no meio de dez anos.

[Achei esse texto perdido, enquanto limpava os rascunhos do blog, escrevi em outubro de 2012 e acabei publicando só agora. Foi legal encontrá-lo hoje, ler, refletir… Tomara que seja bom pra mais alguém :)]

(Oi! Só uma explicação bem rápida, sobre a categoria “Meu Balão”: são as viagens da minha cabeça, em prosa ou verso, que antes moravam na gaveta e ninguém lia. Se alguém vai ler eu já não sei, só que agora essas viagens estão na internet… Hm)

Eu vejo muita gente bem, gente que já passou por coisas terríveis, e que agora são simplesmente grandes pessoas, grandes exemplos. Eu me pergunto se um dia eu vou superar certas coisas, e tento imaginar como deve se sentir uma grande pessoa que superou tudo. Mas eu acho que ninguém nunca superou tudo, que todo dia temos tudo a superar, e que vai ser sempre assim, mesmo para as maiores pessoas do mundo.

Às vezes eu me pego sendo quase cruel com alguém. Nunca é porque eu quero, não estou tentando ser injusta. Acho que espero que os outros aprendam com seus erros, mas me pergunto: o que eles aprenderiam, afinal? Que a vida não é justa. Ou que eu, por algum motivo, não quero ficar por perto o tempo inteiro. Ou que algumas pessoas são assim. É confuso demais, a situação é a mesma, e no primeiro momento você está cheia de razão, só que em meia hora, começa a achar seus argumentos tão estúpidos… Posso voltar atrás e dizer que você tinha um pouco de razão?

Eu tenho vinte anos, já errei muito, acertei muito, já vi vários erros me levarem a acertos. Sei que é possível, que não é nada de outro mundo, mas ainda me impressiono. Olhar em volta e olhar pra trás, ver o fim justificando os meios… É uma sensação meio doida, né? Em um momento da sua vida, você acha que nada mais tem jeito, olha desacreditada pros próprios sonhos; e no outro, está se perguntando como conseguiu passar tanto tempo sem enxergar saídas tão óbvias, e o mais importante: descobre seus verdadeiros sonhos, os que você realmente quer dar o sangue pra realizar, e descobre que cada um deles é perfeitamente possível.

Nada, nada vem ou vai à toa. Tudo traz ou leva o que é preciso. Tem fim que é começo, meio que parece fim, e ainda há os começos escondidos, que só dali a muitos meses você será capaz de entender a linda surpresa que estava sendo desencadeada. O tempo é cura pra muita coisa, é um presente poder ver a mesma coisa depois de certo tempo, com um novo olhar. E quando eu digo que o tempo te ajuda quando passa, eu não estou falando só de meses e anos, mas de vinte minutos, que seja. E mesmo que tenha passado o tempo que for, não tem tanta coisa assim te impedindo de voltar ao ponto de partida. Se foi há uma hora que você disse uma besteira, ainda dá pra voltar e se consertar, se explicar; Se cinco anos atrás você teve medo, quem sabe agora, cinco anos mais sábio, você não tenha coragem?

Pense em cinco anos atrás. Os seus sonhos continuam os mesmos? Você realizou algum? Quais eram as suas músicas favoritas? Elas ainda estão aí? Você mudou muito? Pra melhor ou pior? Tem certeza? Pense em cinco anos a frente. O seus sonhos serão os mesmos? Você vai realizar algum? Quais serão as suas músicas favoritas? Elas já estão aí? Você vai mudar muito? Pra melhor ou pior? Bem, certeza você não tem… Mas eu desejo muita inspiração.

And long, long live that look on your face.

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Eu tive uma semana tão agitada e ando um pouco nervosa com alguns trabalhos, prazos e tudo. Nesse semestre eu montei minha grade da faculdade com algumas matérias de períodos mais adiantados que o meu, e claro, acabei me atolando um pouco. Alguns trabalhos estão me empolgando bastante e espero poder, mais pra frente, falar deles aqui! Já outros…

De qualquer forma, eu tive, sim, alguns momentos bem happy-free-confused-and-lonely-in-the-best-way nesses últimos dias. Esses momentos mais relaxantes aconteceram, claro, quando eu resolvi escutar música bem alta e/ou fazer um karaokê sozinha no quarto. Ou pela casa, como fiz hoje, já que estou em casa hoje!

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Uma das músicas que mais me emociona, arrepia e me deixa maluca é ‘Long Live’, da Taylor Swift e não tem como explicar… Se você ouve essa música e não sente o quanto a magia dela (da música, da Taylor…) pode ser imensurável, então você talvez nunca vá entender, porque não dá nem pra desenhar. Não foi uma das músicas que me relaxou durante a semana, mas tem muito a ver com uns vídeos que parei pra assistir hoje à noite, porque tiveram mais ou menos o mesmo efeito da canção em mim: me deixaram toda boba com essa grandeza, o poder e essa atmosfera da Tay e de suas turnês. Tanto, que eu precisei dividir com alguém, mas ao invés de mandar mensagem pra alguma amiga, pensei: por que não o blog? E aqui estou.

O primeiro, é uma compilação chamada ‘Taylor Swift (ft The Fans)’, que são imagens das três últimas turnês (Fearless, Speak Now e Red) de momentos superespeciais: os fãs cantando junto com ela (ou sozinhos, e são muitos <3). A gente sabe (e se você não sabia, ela conta no vídeo) que esse era/é o maior sonho, a maior emoção, o som favorito dela! É tão lindo, a emoção transcende o virtual e não tem como não achar fascinante.

O segundo, é um pouco dos bastidores da semana mais legal da Red Tour! Claaaro, Los Angeles! A escolha de convidadas e de músicas pros shows no Staples Center não poderia ter sido mais bacana, nem sei dizer de qual gostei mais. Há tanto tempo eu não ouvia Jennifer Lopez! Ainda mais ‘Jenny from the Block’, foi uma surpresa tão boa! Eu nunca tinha parado pra ouvir Tegan and Sara e nossa, me sinto nos anos 80 ouvindo ‘Close’ e é tão irado! A Ellie Goulding linda, estava tão feliz, não dava pra prar de olhar pra ela. No dia que a Sara Bareilles foi cantar Brave, eu quase não acreditei, saí de casa atrasada pra aula de tanto rever o vídeo, porque gente, é Sara, é Taylor, é Brave!!! E uma das coisas mais divertidas pra fazer quando você está sozinha é cantar ‘Want U Back’, não consigo ficar parada, então também amei ver a Cher na Red Tour.

Enfim, a Taylor me anima, emociona e relaxa. E tenho certeza de que muito mais gente se sente assim, tanto com ela quanto com tantos outros músicos que fazem tudo isso, uma hora acabam com a gente, em outras horas são a justificativa de ainda estarmos bem. Ahhh. E você, quais são as músicas e bandas que encontram um espaço na correria e te puxam pra dançar? 😉

P.S. No ‘Taylor Swift (ft The Fans)’, na parte em que ela fala sobre ‘Our Song’ na entrevista, ela está tão parecida, com todo o jeitinho da Amy Adams ❤

Contagem Regressiva no Vale do Paraíso.

Bom, pra quem vai ver o John Mayer esse ano no Rock in Rio, a contagem regressiva de um mês já começou! 🙂 🙂 🙂 Além disso, podemos contar de trás pra frente enquanto ouvimos ‘Paradise Valley’ (sem precisar do stream!), o mais recente album do John, lançado oficialmente… Hoje! 🙂 🙂 🙂 E quando menos esperarmos vai chegar o grande dia! :))))))))) :)))))) :)))))) Sim eu estou muito ansiosa, foram uns bons anos de espera, além do medinho de não vê-lo ao vivo quando houve a história do granuloma, mas agora ele já voltou com tudo, já está em turnê há um tempo (e que turnê mais linda), já lançou album novo, já voltou com a Katy, já botou Katy pra cantar no cd novo… E em pouco mais de quatro semanas, ele vem pro Rio e vamos vê-lo junto com o Bruce ❤ e Phillip Phillips e curtir tanto, que toda essa espera terá valido a pena.

Eu estou bem curiosa pra saber, afinal, como será o show. Acompanhando a Born and Raised Tour, dá pra ver que as músicas mais recentes estão reinando a setlist, porém – especialmente nos últimos shows – John tem nos agraciado com suas canções mais antigas, algumas previsíveis, outras bem improváveis. No começo da turnê, eu estava um pouco aflita, porque é a primeira vez do John em terras brasileiras e a minha vontade era de que ele fizesse uma coletânea das boas, quase a discografia toda, sabe? Quando cada música tem um significado relevante na sua vida, você simplesmente quer ouvir tudo ao vivo, mesmo estando bem ciente de que isso nunca vai acontecer (but it’s my dreeeeam!!!). Por outro lado, eu tenho me acostumado  e me apaixonado tanto tanto tanto pela ideia de um show só com faixas dos dois últimos álbum, que se ele ficar em uma ou duas antigas, não vou reclamar nem em pensamento.

Como já mencionei, há muito tempo eu venho querendo ver o John Mayer ao vivo, e quando pude fazer meu intercâmbio, em 2011, achei que finalmente aconteceria… Mas ele estava no “break” por conta do granuloma. Pelo menos eu pude ver a Katy Perry, que oh, quem diria, se tornaria um dia o rostinho que o John chama de lar. (Um parêntese porque eles são uns amores, e são muitas as coincidências: além de ver os dois – em anos diferentes – no RIR,  no post de Coisas que se casam, eu havia comentado sobre ter sido adotada pelas músicas deles, haha! E fui mesmo… Vou lembrar pra sempre). Voltando… E por conta desse tempo e de toda a dificuldade de shows por aqui, eu acabei achando bem natural ficar com Room For Squares, Continuum, Battle Studies etc apenas no iPod #Paciência.

Seria irado ouvir os albuns mais antigos ao vivo, mas no caso de não rolar, eu tenho onde ouvir ❤ Já com Born and Raised, alguns meses depois do album ser lançado, ficamos sabendo que o John viria pro Rio! E apesar de ligar essa notícia diretamente às músicas antigas (e isso ter sido responsável pela minha tremedeira vendo Jornal Nacional…), eu acabei passando os últimos meses ouvindo mais Born and Raised do que qualquer outro cd dele, e já com o pensamento no show. E com Paradise Valley, lançado a poucas semanas do show então… Sem contar que acompanhar essa turnê é incrível, está tudo tão lindo, tão western e verão e country e roadtrip e essa nova fase do John é de tanta maturidade e tranquilidade consigo e com o mundo que deve ser impossível não se contagiar (eu me contagiei, e você?)… Eu imagino um show tão gostosinho quanto ouvir ‘Wildfire’, e sei que se eu conseguir ficar na grade, como quero, não será exatamente gostosinho assim, mas TUDO BEM. Tudo bem porque eu vou estar vendo e ouvindo de perto, ao vivo, um dos maiores guitarristas de sua geração, e isso é o tipo de coisa macro-legal. Numa perspectiva micro, eu estarei apreciando ao vivo músicas que eu canto com o meu irmão sempre, músicas que mudaram a minha vida de verdade, que me ajudaram a entender sentimentos que pareciam inexplicáveis, que me fizeram dançar, me ensinaram lições que nunca vou esquecer. Ou pelo menos estarei bem perto do cara fantástico que brilhantemente escreveu, canta e toca todas elas. Eu mal posso acreditar. Vai ser um dos dias mais incríveis da minha vida inteira, que eu não duvido, vou ficar lembrando pra sempre, todos os dias. Ah. VEM LOGO, 21 DE SETEMBRO!

O Clube do Filme.

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[Minha experiência, impressões e alguns spoilers do livro ‘O Clube do Filme’, de David Gilmour – Ed. Intrínseca]

Uma vez eu ouvi falar sobre o livro ‘O Clube do Filme’ de David Gilmour, e achei o título interessante (opa, filmes <3) e fui ver mais sobre o que era. A sinopse explicava que um pai deixou seu filho sair da escola – algo que o filho detestava – com a condição de que os dois vissem juntos pelo menos três filmes por semana. E a partir disso, cada filme trazia novas pautas para eles discutirem, e assim o pai educava o filho para a vida.

Achei uma ideia bem legal, fiquei curiosa (será que deu certo?), e como eu gosto muito de buscar em vídeos, livros, filmes etc um legado, ou algum ensinamento (daí que eu comecei o TQEPSEAC aqui no blog, mas logo aposentei), achei que o livro seria sobre os filmes que pai e filho assistiram e sobre as lições tiradas de cada um, o que, na verdade, poderia ter deixado o livro meio chato, repetitivo e com ar de escola (coisa da qual Jesse, o filho, já havia se livrado uma vez!).

Coloquei na minha booklist (que esse ano está mesclada com a do Charlie), mas não como prioridade. Só que em uma das minhas idas à Cultura, meus olhinhos e o livro se encontraram, e eu não consigo pensar em um só livro que não suba para o topo de prioridades literárias ao ser encontrado na sua livraria favorita, bem no dia do seu aniversário (hm, vou me dar de presente!) e pelo preço simpatissíssimo de R$12,45. Comprei, é claro. E comecei a ler naquela noite mesmo, dentro do metrô.

De cara o livro traz um ponto de vista muito interessante: a visão de David, o pai, e todas as suas vontades e preocupações em relação ao filho. Dos outros livros que eu já li, nenhum vinha com esse ponto de vista, então foi uma novidade bem legal pra mim. O que acontece durante a viagem a Cuba, por exemplo, e o que David sente – orgulho por ter protegido Jesse – me fez sorrir e refletir sobre algumas coisas. Por exemplo, no papel das pessoas na vida de cada um, na sociedade e no quanto esse papel influencia na vida delas mesmas. Em ‘Never Grow Up’, música do cd ‘Speak Now’ da Taylor Swift, ela pede que a filha não se esqueça de que enquanto cresce, a mãe também está ficando mais velha, ou seja, ela não é só a sua mãe, ela também é uma pessoa, uma mulher, está enfrentando coisas, passando por novidades, tem medos e receios… Já essa história de Cuba nos faz repensar, por exemplo, nas coisas que pais (talvez assim como avós, tios, irmãos, amigos) gostariam de fazer por nós, mas “não podem” porque já estamos grandes ou por qualquer outro motivo. Essa mistura de papéis, funções e conciência individual é uma coisa enorme.

O livro conta mesmo a história daquele período da vida dos dois, todo o contexto, como a busca de David por um emprego e as namoradas de Jesse. Mas fala um pouco sobre os filmes também, como histórias curiosas de bastidores, comentários relevantes (David é um cinéfilo que sabe assistir a filmes e apreciar os detalhes que poderiam passar despercebidos para algumas pessoas), e por isso pode ser usado como uma espécie de guia para assistir os filmes que você ainda não viu sabendo um pouquinho mais sobre eles, ou rever aqueles que já viu, só que dessa vez prestando mais atenção em tal cena, depois de aprender sobre ela no livro.

Curiosidades sobre a vida de alguns diretores, roteiristas e atores também estão presentes e são contadas da forma mais natural possível (de pai pra filho, mesmo). Mas os filmes estão sempre em segundo plano na história, ‘O Clube do Filme’ não é um livro sobre Cinema. É muito mais sobre como criar/educar, sobre ser pai de um adolescente com todos os altos e baixos e a coragem e sensibilidade necessárias. SPOILER ALERT: Durante a leitura, em vários momentos fiquei curiosa para saber como o Jesse está hoje, onde ele chegou sem um diploma de Ensino Médio, e acabei me surpreendendo no final porque a) o livro não conta especificamente que carreira ele seguiu, apesar da monografia sobre Cinema… Quer dizer, ele não queria ser crítico, ele queria ser rapper… E b) um dos principais motivos para eu ter começado essa leitura, afinal, foi a curiosidade sobre a resolução da história, eu achava que Jesse teria conseguido uma carreira de sucesso sem diploma, mas no final ele voltou ao Ensino Médio, foi à faculdade etc. Enquanto eu lia algumas partes, cheguei a acreditar que pudesse haver a possibilidade de entrar em uma faculdade sem terminar o Ensino Médio, mas não, né? 😛

Quando eu já estava familiarizada com os personagens e curtindo bastante a história, pegando o metrô no sentido contrário só para ir até a última estação e voltar, lendo, eu senti aquela pena do livro estar acabando. “Droga, em dois dias no máximo eu já vou ter terminado de ler tudo…”. Mas entre Tesouros Enterrados e Grandes Roteiros, nos dois últimos capítulos, eu já estava querendo que acabasse, eu precisava terminar o livro imediatamente. Não porque estava ruim, na verdade o livro não ficou ruim ou cansativo em nenhum momento, mas estava uma areia movediça e eu precisava sair antes de me afundar mais com aquela história. Esquisito, mas eu simplesmente amo como livros são capazes de despertar as mais variadas sensações, superficial ou intensamente e, no fim das contas, ler ‘O Clube do Filme’ foi uma experiência literária de verdade, maior do que eu imaginei que seria quando me dei de presente.

Infinite Love For… (17)

Resolvi mudar um pouco o formato do ILF. Agora o que eu encontro de bacana e caio de amores, eu posto na fanpage do blog no mesmo dia (sem a pretensão de ser todo dia, mas quem sabe), e depois de alguns dias, posto aqui no blog a lista completa. 🙂

A Revista da Cultura fez uma entrevista muito bacana com a escritora Martha Medeiros, sobre esse troca-troca de autoria, dependência tecnológica e leitores meio possessivos. Uma delícia de ler, assim como suas crônicas.

No final das contas, ‘A Menina que Roubava Livros’ vai mesmo virar filme, e pelo que Markus Zusak escreveu em seu tumblr, vai ser lindo e trazer as emoções do livro de novo pra gente ❤ Ah, e que delicadeza dele contar as novidades “como nos velhos tempos”. Só deu mais saudade/ansiedade. O site da Intríseca traduziu as novidades. “Não importa o quanto o filme fique diferente do livro, terão o mesmo sentimento e o que mais eu poderia querer?” A estreia nos cinemas está prevista para janeiro do ano que vem.

A nova campanha do banco HSBC traz um novo olhar para um velho dilema interno: ir atrás dos sonhos x ir atrás do dinheiro. É como se todos nós já soubéssemos a resposta, mas alguma coisa – as dificuldades do dia a dia, provavelmente – nos afastasse dela. A campanha ficou bonita e triste. Assistir a essas crianças nos remete imediatamente aos nossos sonhos de pequenos, e aos nossos sonhos de agora, e pensar que tanto elas quanto nós podemos acabar não vendo a vida passar, como os idosos do vídeo, deve funcionar como um alerta. Espero que muita gente assista e reflita a tempo!

Esse ano, apesar de não estar lendo tanto quanto eu gostaria, tem sido um ano bem literário pra mim, por conta dos projetos envolvendo literatura em que estou envolvida e tudo. Eu até que tô lendo bastante, mas naquele ritmo de 30 livros ao mesmo tempo e nenhum até o fim ainda. Não é como eu gosto, mas é como tem dado pra fazer, especialmente porque a maioria dos livros são pra faculdade. Falando em faculdade, uma professora outro dia indicou o curta “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”, que eu nunca tinha visto, mas eu já havia lido o livro traduzido, “Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo” em uma das muitas horinhas que tenho passado sentada/deitada na Cultura folheando, folheando, às vezes lendo livros inteiros lá dentro. Mas nem é tão difícil, já que, bem, vou desabafar aqui: já que lá na Cultura eles nos tratam como leitores e não apenas como consumidores, como em outra livraria cofsaraivacof que eu gosto e vou sempre, mas que acho uma sacanagem das grandes aquele cd insuportável da Demi Lovato tocando em cima do ÚNICO sofá do que eles chamam de megastore, bitch pls! Pronto acabou. Voltando, parei pra assistir ao curta e ohhhhhhh chorei e tudo. Coisa linda, não foi à toa que ganhou Melhor Curta de Animação no Oscar de 2012. Pra quem quiser se emocionar também, é só clicar aqui.

Falar um idioma fluentemente, ter morado fora, fazer citações de livros, fazer referências de diretores de cinema, demonstrar um pouco de conhecimento sobre um tema X do seu interesse… Qualquer pessoa que já viveu uma situação dessas, ou tem esses hábitos, já deve ter recebido olhares feios ou algo assim, de gente que nunca fez isso – mas que poderia até ter feito, mas escolheu outro estilo de vida. Aquela sensação de que “estávamos nivelados, até eu fazer um comentário normal que fez você se sentir inferior – sei lá por quê – e ainda me culpar por isso”. Chaaaato. Em ‘Somos Tão Jovens’, há até uma cena em que a Aninha fala Francês errado de propósito, e quando questionada sobre, pelo Renato Russo, ela explica: ” se falar certo, fica parecendo esnobe”. Isso é bastante comum. Eu, por exemplo, considero o meu intercâmbio, por exemplo, um divisor de águas na minha vida, e muitas vezes me pego falando coisas como “ah, eu fiz isso antes da viagem” ou “não, só fiz tal coisa depois de Santa Barbara”, que é uma referência perfeitamente natural pra mim, só que às vezes percebo na reação das pessoas, que essa simples menção mudou o tom da conversa. Blé. Pra quem também passa por isso, ou pra quem faz isso (pare!!), a Carmen Guerreiro publicou em seu blog um texto brilhante: ‘A Arrogância Segundo os Medíocres’.

Aos 21 anos, já temos uma certa idade, mas ainda somos jovens. Já temos uma certa ideia das coisas, da vida, do que queremos dela, mas ainda temos tempo de mudar tudo, se sentirmos que é a coisa certa a fazer. Temos algumas certezas, e muitas dúvidas. O humorista Fábio Porchat escreveu para o ‘Estadão’, sobre isso, as coisas que ele gostaria de saber aos 21.

Um pouquinho antes da onde de protestos começar aqui no Brasil, o Google lançou um lindo comercial com manifestações populares como tema principal.

Nesse tempo, saiu ‘Paper Doll’, a nova música do John Mayer.

Saiu também o primeiro trailer de ‘Jobs’, o filme sobre Steve Jobs que deve estreiar em agosto desse ano.

Shewantedtobemyloverbutmyheartwaswithanotherand

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Em 2008, quando eu a descobri, rapidinho fiquei viciada na Kate Nash. Cantava ‘Birds’ o tempo inteiro (sem pular partes porque era tudo lindo), ouvia ‘Nicest Thing’, o hino das paixões platônicos, quase todos os dias, arrumava o quarto com ‘Pumpkin Soup’, achava que ‘We Get On’ era a minha vida e que “Dancing at discos, eating cheese on toast, yeah you make me merry make me very very happy, but you obviously, you didn’t want to stick around… So I learnt from you” era um dos trechos mais legais sobre términos de todos os tempos (ainda acho, pelo menos, meio genial).

Fiquei com esse album por um tempão, e mesmo quando a Kate lançou, em 2010, um novo trabalho “My Best Friend Is You” eu curti um pouco, mas não cheguei a ouvir todas as músicas e nem a dar tanta atenção. Tanto, que só fiquei sabendo que ela viria ao Rio fazer show, depois que ela havia ido embora… ): Marquei muita bobeira aí! Por conta desse mole, me animei há algumas semanas, quando soube que ela viria ao Brasil para o Cultura Inglesa Festival, que é de graça (!), mas em São Paulo (oh, shit). E assim, por não poder ir para SP, perdi outro show da Kate. Maaaas eu nem havia ouvido seus últimos álbuns… Então, mesmo perdendo a chance do show, resolvi que já estava mais do que na hora de ouví-los.

Comecei por ‘Sister’, do terceiro cd, ‘Girl Talk’. O comecinho do refrão (usado como título desse post) não sai da minha cabeça, desde então. Como a voz da Kate, que já era linda, está lindamente diferente, quase que “de qualquer jeito”, bem solta. Ouvindo você vai entender. Como fui logo, sem nem conhecer direito o segundo cd (‘My Best Friend is You’, que deve ter músicas que sinalizam o novo estilo e caminho que ela tomaria), a diferença entre ‘Made of Briks’ (o primeiro trabalho dela, lançado em 2007) e o último é gritante. Com muitos gritinhos.  E mesmo com a mudança radical, o disco lançado em março desse ano não ficou menos viciante. Só que agora, ao invés de surpresinhas em cada música, o cd inteiro é uma grande surpresa; e no lugar de letras lindinhas e engraçadas, que davam vontade de sentar na cama com o violão e cantar bonitinho, a vontade agora é de dançar, gritar e mandar ver numa guitarra bem louca.

Aqui um vídeo da Kate cantando ‘Sister’ ao vivo =)

Resolvi escrever esse post antes de escutar todo o segundo cd, pois senti que tinha bastante para falar sobre o terceiro. O album é superfeminista, com letras criticando o sexismo (e quem fala que isso não existe), uma música chamada ‘Free My Pussy’; e aquele toque de humor (menor do que eu imaginei) em ‘I’m a Faminist, You’re Still a Whore’ (he he he). Aliás, o começo desta me lembra muito Little Red. Little red, little red, little red. Mas ‘Masion Song’ já dava espaço para o feminismo em ‘MBFIY’.

Estou gostando bastante de todas, mas acho que ‘Sister’ continua sendo a minha favorita! Kate Nash punk de garagem é irresistível. Voltei da aula e a primeira coisa que fiz foi ouví-la. Acho que gosto tanto porque me dá a sensação de pertencer a uma época do século passado, da qual eu não pertenci. Acho que é alguma coisa como ser adolescente nos anos 80/90. Por mais que eu ame rock dessas décadas, sempre ouço com a conciência de que são de outros tempos. Já o ‘Girl Talk’ soa parecido, mas é desse ano, da minha época, do meu tempo, e fala das mesmas coisas com as quais me identifico. #MeRepresenta

ILF Riot.

V de Vinagre, Primavera Brasileira, Revolta da Salada… Chame como quiser, mas tem uma coisa bem grande acontecendo no Brasil neste momento. Milhares de brasileiros, especialmente em São Paulo, foram para as praças e avenidas gritar e erguer placas, chamar atenção para assuntos que todos nós – sem exceção – sempre vimos e ouvimos e reclamamos todos os dias, mas entre nós mesmos. A mais alienada das pessoas sabe que o Brasil está vivendo um momento incrível, que a economia está a melhor em muitos anos, que o Brasil é “o lugar” para se estar, e está nos planos de viagem de gente do mundo inteiro. Mas como, exatamente, isso reflete no nosso dia a dia, de forma positiva? De forma nenhuma, praticamente. Quem depende de serviços públicos de educação, saúde etc não vê resultado nenhum, é só a mesma precariedade.

O problema, pela milésima vez, não são 20 centavos. Mas sim o descaso geral com a sociedade, os investimentos nas áreas erradas, a cobrança de taxas, tarifas e impostos que aumenta, mas a qualidade dos serviços continuam iguais. Eles dão um jeito no que não é tão importante, ignoram o que deveria ser priorizado, fazem coisas erradas, ou não fazem nada, e NÓS bancamos tudo isso. É você, e seus pais e os membros da sua família que acordam antes do que gostariam, trabalham e se estressam o ano inteiro, para no final só receber 7 salários inteiros, porque o resto foi gasto com impostos absurdos. Pagar impostos é uma necessidade, e devemos mesmo pagar, e em alguns (poucos) países, paga-se mais impostos do que no Brasil, só que aqui não vemos esse dinheiro ser bem aplicado, e é isso que suportamos por anos e não aguentamos mais.

E as pessoas que têm a coragem necessária para tentar mudar essa situação estão sendo vítimas de violência por parte da Polícia Militar. Claro que quebra-quebra e atos de vandalismo não são a melhor saída, mas foram poucos os manifestantes que chegaram a tal ponto, essa NÃO é a ideia principal. A ideia é sacudir e finalmente reverter essa situação vergonhosa pela qual o nosso país está passando. Um país bonito, com diversas qualidades de dar orgulho, coisas que não vemos em lugar nenhum no mundo, porém que nos faz sentir tanta vergonha pela sua história política, por tanta violência, repressão, corrupção, desfalques em áreas básicas como saúde, educação e segurança.

MUDAR É PRECISO.

Fiz aqui uma compilação de links, textos e imagens que se destacaram enquanto eu acompanhava/acompanho as notícias.


(Armandinho querido)

Tumblr The Salad Uprising + Página no FB – brasileiros informando estrangeiros sobre o que está havendo por aqui.

Alguns vídeos do protesto foram postados no Não Salvo, além de um manual de como se defender do spray de pimenta.

Imagens chocantes da violência da PM contra os manifestantes. Acho que o que está em Inglês deveria ser mais compartilhado, quem sabe desencorajaria turistas a vir aos megaeventos. Megaeventos meio vazios, a decepção pra toda essa expectativa. Queria só ver.


(A jornalista da ‘Folha de São Paulo’ Giuliana Vallone, atingida no olho por um tiro de bala de borracha, vindo da PM)

Milhares já escolheram sapatos que não vão apertar” – ótimo texto do site Impedimento.

Marina Silva, ex-senadora: “As pessoas não estão suportando mais essa situação de impotência para transformar politicamente aquilo que de fato elas querem que seja transformado”.

Vídeo ‘Vem pra Rua’!

Texto de Jô Soares:

“E o mundo parece que acordou depois da primavera árabe. As pessoas do ocidente se tornaram menos pseudo e mais revolucionárias, estão saindo para as ruas pra lutar por aquilo que acham justo e, entenderam que os movimentos de massa trarão algum tipo de mudança, seja ela boa ou ruim. O povo brasileiro começa a mostrar a sua cara (minoria ainda), e eu acho isso fantástico. Eu não concordo com a série de vandalismo e depredação que vem ocorrendo, mas os governantes esperam o que? A revolução de Havel? Como cobrar educação do povo, se nunca proporcionaram isso a eles? Como querer cobrar integridade, honestidade, se oferecem “bolsa presidiário” com valor mais alto que o salário mínimo? É muita hipocrisia!
O pior ainda é ver grande parte da imprensa relatando os fatos, que em outras partes do mundo, eles chamam de manifestações, mas aqui no Brasil chamam apenas de vandalismo! Jornalismo imparcial? Jamais! Como esperar imparcialidade de empresas vendidas aos latifundiários, políticos e burgueses… Ahhh claro, novelas e futebol! E viva o circo… Pois diferente do povo… O pão eles já tem!”

Fotojornalismo e estética, as fotos mais bonitas do protesto.

A Página ‘Dia do Basta SP‘ fez um manual de como se proteger em manifestações.

Dilma vaiada na abertura da Copa das Confederações.

24 momentos do protesto em SP que você não verá na TV.

Carta aberta do Emicida, aqui no Catraca Livre.

“Muitos dos que lotam as ruas hoje disseram “não” a José Serra por “pensar novo”, como sugeria a campanha de Haddad. Não creio que “pensar novo” seja fechar as portas para o diálogo ou se referir aos manifestantes como vândalos, indo na mesma direção da opinião dos que abominavam e ainda abominam o fato de a cidade ser gerenciada por ele.”


(Não aguento quando)

Cidades ao redor do mundo terão protestos apoiando as manifestações brasileiras.

Anistia Internacional critica repressão aos protestos.

A jornalista Carmen Guerreiro também falou sobre as manifestações em seu blog AnsiaMente.

O que os jogadores da seleção estão pensando sobre as manifestações?

Cinema Nacional

No sábado de estreia de ‘Somos Tão Jovens’, eu fui ao cinema com meu irmão e minha madrinha pra ver o filme, e depois da sessão eu me dei conta de que as últimas vezes que eu havia ido ao cinema foram todas para assistir a filmes nacionais. Como eu enrolei um pouquinho pra escrever sobre isso aqui, já voltei ao cinema para ver filmes lá de fora, mas ainda estou com o assunto na cabeça.

Todo mundo consegue perceber que o nível do cinema nacional tem subido bastante nesses últimos anos… Eu, particularmente, gosto muito das produções brasileiras, e não costumo me decepcionar quando paro pra assistir. Claro, tem sempre uns que não agradam, mas no geral me divertem bastante, eu aprendo muito, além de rolar com esses filmes um nível de identificação que nenhum filme estrangeiro traz. A impressão que eu tenho é que com filmes de Hollywood, por exemplo, nós nos enxergamos nos personagens em um nível mais universal, mesmo quando temos bastante intimidade com a história. Com os filmes daqui, é como se a gente se sentisse mais em casa, mais familiarizado com todo mundo ali, com a situação, os personagens, os lugares, as gírias… Sinceramente, eu acho que faz bem assistir a filmes nacionais.  Eu quero fazer um top 10, mas vai demorar muito então vou postando de 3 em 3 em 4 ou algo assim. Aí embaixo, alguns dos que eu lembro de ter gostado mais:

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1) Somos Tão Jovens (de Antonio Carlos da Fontoura, 2013)
Se você quer saber mesmo a história da Legião Urbana, o filme pode complementar. Mas não vá achando que a história tá toda ali. Tanto falta coisas que aconteceram, quanto uma das protagonistas (a Aninha, melhor amiga do Renato) nunca existiu! ): Sim, fiquei triste quando soube… Mas como meu objetivo com o filme não era um conhecimento aprofundado na história da banda e do Renato Russo, fiquei bem satisfeita com o que vi! O filme é bem bonito, emociona, dá pra ver que foi feito com capricho. E tem história né? E uma trilha sonora que todo mundo sabe de cabeça, porque marcou momentos e gerações. Meu favorito. Gostaria de chamar atenção para dois detalhes: o jeito como contam as histórias das músicas ficou bem encaixadinho e bonito; a semelhança dos atores com os ‘personagens reais’: a cena em que o Renato consola Petrus foi a que a semelhança entre Thiago Mendonça e Renato ficou mais clara pra mim, além de o Ibsen Perucci ser a cara do Dinho, e o Edu Moraes então… O que foi aquele Herbert Vianna? Hahaha demais! Dei muita risada com ele.

174
2) Última Parada 174 (de Bruno Barreto, 2008)
É um filme muito forte, sobre a tragédia do ônibus 174, que aconteceu em 2000, na Rua Jardim Botânico, aqui no Rio. Mas o foco do filme não é a tragédia, e sim toda uma história da vida de Sandro, o sequestrador do ônibus. Com vários detalhes realistas, eu não sei exatamente até onde o filme é verdade, afinal, não é o documentário (mas existe um documentário sobre o caso chamado ‘Ônibus 174’, feito em 2002, dirigido por José Padilha e Felipe Lacerda, estou pra assistir e comparar). Mas é um dos filmes que mais recomendo, pois consegue aproximar muito o telespectador da complexidade da vida de crianças que crescem e tem sua formação na favela, nas ruas e em prisões para menores. Eu, graças a Deus, cresci e vivo em ambientes que não são violentos, e no máximo conheço a violência urbana (que é uma consequência). Ver o filme me fez entender bastante coisa, só que esgotou minha esperança de ver um dia igualdade social, paz no Rio…. Pelo menos por uns dias.

paraísos
3) Paraísos Artificiais (de Marcos Prado, 2012)
Vi no cinema, e achei um filme bem bonito, lembro que gostei da fotografia, da história também, que foi diferente de qualquer uma que eu já tenha visto. Eu gosto da Nathalia Dill, e os outros protagonistas, Luca Bianchi e Lívia de Bueno (que aliás formaram um casal nos bastidores do filme) também foram ótimos. Um dos pontos mais fortes foram as locações, a maior parte do filme foi gravada em Recife e as cenas ficaram lindas. O filme conta a história de duas amigas, a DJ Érika e Lara, que vão para um festival de música eletrônica no Nordeste, onde Érika vai tocar. Lá elas conhecem Nando, e as vidas deles se cruzam de um jeito bem inesperado, e tudo muda para sempre. Eu, que não sou fã de música eletrônica, mas sou fã de festivais, me identifiquei com a atmosfera e as sensações desses eventos, que foram bem retratadas no filme.

Em breve, mais pra essa lista ❤

CINEMA MULTINACIONAL

P.S. Outro dia fui ao cinema e antes do filme, passaram três trailers, cada um num idioma, nenhum dublado e nenhum em Inglês: um em Português, outro em Espanhol e o último em Francês. Achei isso interessante. Os filmes, respectivamente, foram: ‘Eu Odeio Dia dos Namorados’ (Brasil, 2013) que estreia no dia 7 de junho, ‘2 Mais 2’ (Argentina, 2012) que estreiou por aqui na última semana e ‘A Datilógrafa’ (França, 2012) que chega ao Brasil no dia 24 de maio (próxima sexta). Estou ansiosa pra ver os três, especialmente ‘A Datilógrafa’, que pelo trailer eu já achei muito, muito lindinho em vários sentidos e aposto que vou amar.

I mean look at her.

I mean look at her.

Not something thumping from the City.

Não fui criada em uma fazenda, com cavalos em volta… O mais perto que cheguei desse universo bucólico foi uma ferradura pendurada na árvore do meu quintal e alguns comerciais do Greatest Hits da Shania Twain que passavam o tempo inteiro no SBT em 2004 e faziam meu irmão e eu cantar ‘Still The One’ aos berros pela casa. Mas mesmo assim, o Country é muito importante e mora no meu coração.

Eu não gosto apenas de Country, quem me conhece sabe que eu não gosto apenas de nada, que eu aprecio vários estilos bem diferentes de música, literatura, filmes, lugares… E que pra mim tudo é a melhor coisa que existe naquele momento. E a melhor coisa do mundo, de todos os tempos, que apresento agora é: Música Country.

De tudo, a característica que eu mais gost do cenário Country é a sensação de estar tudo em família. Claro que não é exatamente assim,  e por trás de toda essa coisa de “viemos do campo, temos a mesmas raízes, nos amamos” há algumas intrigas, como em toda indústria musical. Basta ver as tramas de ‘Country Strong’ ou do seriado ‘Nashville’; o que é mostrado na série são coisas que a criadora, Callie Khouri, viu de perto quando morou na cidade de mesmo nome.

Mas, tirando o inevitável, é uma delícia assistir aos festivais, às premiações como o ACM Awards e o CMA Awards. As apresentações, as parcerias que dão aquele toque especial, os discursos, as piadas… Na minha opinião, são melhores do que qualquer outro prêmio de música, sempre vale assistir, me sinto “em casa” mesmo vendo pelo youtube, haha. Olhar pra uma foto assim, ver que está faltando gente aí, mas dos que estão, você sabe quem é quem e adora… Isso é coisa de família, não é?

Só nunca entenderei a Miranda Cosgrove aí…

Um dos momentos mais inesquecíveis pra mim, foi quando Kix Brooks e Ronnie Dunn – que formavam uma dupla há 20 anos – anunciaram a separação, em agosto de 2009. No ano seguinte, eles apresentaram o ‘The Last Rodeo – Final Show’ (foto acima), um show de despedida que foi a coisa mais linda, e estava todo mundo lá! Foi demais! Na época eu assisti todos os fragmentos do show disponíveis na internet, mas hoje descobri que tem na íntegra no youtube.


Não resisti, assisti de novo…

Brooks and Dunn era uma das poucas duplas da música Country, diferente de como é aqui no Brasil (um monte de duplas sertanejas), lá há mais cantores solo, trios e bandas. Mas assim como aqui existe o sertanejo universitário, nos Estados Unidos o Country anda sendo reinventado, com muita gente incrível nessa nova geração. O que eu enxergo, na verdade, são até segmentos um pouco variados dentro da mesma geração, mas ficaria difícil explicar, porque as linhas divisórias são meio embaçadas. Fica mais claro quando você ouve as músicas e percebe as diferentes atmosferas entre cada época (de Hillbilly até hoje) e de artista para artista. Todos fazem parte da mesma coisa, é fácil relacionar, mas cada um faz de um jeito único… Mesmo com os elementos repetitivos (seja o formato de contar histórias inteiras, os instrumentos como banjo ou bandolim ou mesmo a menção do cotidiano no campo como pick-up trucks, campo aberto, chapéus de cowboy…), dessa fonte sai uma variedade imensa de música boa, e com muita qualidade.

A Taylor Swift, por exemplo, recebe indicações, prêmios (menos do que antes) e tudo como artista country, apesar de muita, muuuita gente questionar isso. Na minha opinião, não há razão para excluir a Taylor, ainda que as músicas dela saiam até bastante do que é o Country. É que sempre há elementos do estilo espalhados, pelo menos por algumas canções, de seus discos. E também (especialmente pelas duas próximas razões) porque ela começou lá, tenho certeza de que mesmo ela ainda se sentindo como se ninguém estivesse a convidado para as festas, ela se sente mais à vontade nesse ambiente; e não podemos esquecer, de tudo que ela fez pela música Country.Pessoas de países da Europa e até daqui do Brasil, que não eram familiarizados com o Country, começaram ouvindo Taylor, e agora compram cds e vão a shows de muitos outros artistas do gênero.

A importância do estilo para os americanos também está refletida em sua forte presença nos reality shows musicais. A primeira vencedora do American Idol, Kelly Clarkson <3, na época cantava mais pop, mas ela está bem inserida no meio Country também. Carrie Underwood venceu a quarta temporada programa, que aliás, tem agora o Keith Urban como um dos jurados. No ano passado, Tate Stevens foi o vencedor da segunda temporada do X Factor. E claro, O Blake Shelton ❤ é (o melhor) jurado do The Voice.

É raro, mas às vezes ouço as rádios brasileiras tocarem Country. Lady Antebellum, Taylor Swift, além dos clássicos como Faith Hill (Juuuust breathe… alto no carro, quem nunca?), Shania Twain (‘From This Moment’ toca em todo casamento, gente!). Mas acho que o que todo mundo conhece e ama mesmo é o reireirei Johnny Cash. You make me happy when skies are grey. ❤ Não tem ninguém que não adore ‘Folsom Prison Blues’, ‘Walk the Line’, os duetos com o Bob Dylan ou com a June.


Oh, gente…

Outro momento memorável na história da Música Country foi o CMA Awards 2012. Três palavras: Miranda e Blake. Miranda Lambert e Blake Shelton, que são um casal tão lindo quanto Faith Hill e Tim McGraw (ou, como um comentário dizia, são Beyoncé e Jay-Z do Country), foram os donos da noite de premiação, que aconteceu em novembro passado. Ela ganhou Female Vocalist of the Year, ele ganhou Entertainer of the Year e os dois juntinhos ganharam Song of the Year – para  ‘Over You’, canção escrita pelos dois, para o irmão dele, falecido há alguns anos. Então, se você ousar apertar play nos três vídeos abaixo, te garanto 10 minutos e 36 segundos de pura lindeza.


Se ‘Best Couple of All Time‘ fosse uma categoria…


We are a team! O discurso lindo, humilde, com esse sotaque ❤


Mais do que merecido, porque se o Blake fez uma coisa em 2012 foi entreter a gente!

O motivo de eu ter começado a falar de Country aqui, foi porque finalmente tive tempo para ouvir o ‘Pioneer’ todo, que é o segundo album da The Band Perry. O cd foi lançado no mês passado, e a banda, que é uma das minhas favoritas (mas muito favoritas mesmo!), caprichou tanto! Os clipes estão incríveis, e as músicas nem se fala… A voz da Kimberly está incrível especialmente na faixa ‘Gonna Be Okay’, mas uma do trio de irmãos que explora a temática de morte. As composições continuam trazendo os rituais de uma garota que sabe como colocar um ponto final num relacionamento que acabou. Afinal, é na música Country que estão as melhores crazy ex-girlfriends!

A coisa que mais me frustra o estilo nçao ser popular no Brasil… Ninguém nunca vem fazer show aqui! Acho que nem mesmo em Barretos… O que é uma pena, mas ainda irei sim. O mais perto que eu já cheguei de alguns artistas country foi as estrelinhas de Tim McGraw, Dolly Parton e Alan Jackson, além de bater um papo com a Carrie de cera.

walkofcountry

São muitos ídolos (deixei muitos sem mencionar), são muitas as canções marcantes, e escrever sobre isso me fez não querer parar mais… Então, para esse post não ficar ainda maior, vou deixar para um próximo, e fazer um top 10 de duetos, ou canções… Alguma coisa assim. Vou finalizar com o clipe de ‘Better Dig Two’, da The Band Perry, que aaaaah, está entre as minhas favoritas do album (Chainsaw, Mother Like Mine, I’m a Keeper… Tá tudo bom demais). Curtam aí:


Até que a morte – e só a morte – nos separe.

Infinite Love For… (16)

Eu tenho visto muitas – muuuuitas – coisas legais e tenho tido também o “click de ILF” que é, obviamente, uma sensação que eu tenho quando sinto que uma (ou várias) dessas coisas legais deveriam entrar pra lista do Infinite Love For… Tanto pra março quanto pra abril, eu comecei a escrever algumas coisas, a pasta de rascunho está cheia, mas às vezes não sinto lá tanta vontade, e com a faculdade, trabalhos, provas, tudo fica mais complicado, o tempo fica mais curto… De qualquer forma, resolvi fazer o ILF dessa vez com mais de três itens, um apanhado de algumas coisas que apareceram, me deixaram animada, foram interessantes. Vai ficar gigante, mas lá vai:

Os trailers de ‘O Grande Gatsby’. O QUE SÃO AQUELES TRAILERS? O filme vai ser a coisa mais linda do mundo, só pode. A trilha sonora está impercável – produzida por Mr and Mrs Carter, aka Jay-Z e Beyoncé. E eles conseguiram superar a minha imaginação em relação à mansão e às festas do Gatsby. Coisa mais linda! Quem ainda não viu, tem logo três trailers pra nos deixar ainda mais ansiosos… Será que o Leo, ganha um Oscar dessa vez? Hahah, adorei todo o elenco, o Tobbey McGuire parece ser um Nick perfeito, e a Carey Mulligan está toda delicadinha como a Daisy, e estou anciosa pra ver a Isa Fisher como Myrtle, já que ela não aparece tanto nos trailers. Mas olha, ainda fico boba vendo todo esse capricho com a estética do filme. Trailers 1, 2 e 3.

A versão de Happy Together que toca no filme! É uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos, uma das primeiras que aprendi a cantar em Inglês, com um cd da Barbie que eu ganhei com 9 anos… Existem várias versões de ‘Happy Together’ por aí, eu mesma tenho algumas, como a da Barbie mesmo, a do Simple Plan que toca em ‘Sexta -Feira Muito Louca’, só que  essa do Filter vence todas elas pra mim, estou viciada! A trilha inteira do filme me deixa asdfghjklç, tá boa demaaais!

A Alicia Keys confirmada pro Rock in Rio. E todo o resto dos shows que verei. Estou animada. Muito muito muito animada. Quase chorando de emoção só de escrever… HAHAHA. Sério. Pra compensar 2011 – que foi demaaais, mas fiquei com aperto no coração de não ir em vários dias incríveis – pro RiR 2013 arrisquei mesmo, juntei dinheiro, ganhei ingressos de presente, comprei o Club, fiquei na luta dia 04/04… Todo o esquema pra garantir alguns dias inesquecíveis em setembro desse ano. No final das contas, vou nos dias 14, 15 e 21. Outra coisa que me deixa muito feliz é que dessa vez meu irmão vai comigo em dois dias e alguns outros amigos também estão indo, além da Mila, é óbvio. Os shows que mais estou ansiosa pra ver são nessa ordem: JOHN MAYER, BRUCE SPRINGSTEEN, CAPITAL, ALICIA KEYS, FLORENCE + THE MACHINE, PHILLIP PHILLIPS, JESSIE J. Em CAPS porque me sinto assim. Vai ter também Skank, Jota Quest, Muse, Justin Timberlake… Isso só no Palco Mundo. Ainda tem The Offspring no Sunset e a Rock Street linda. Vale muito a pena ❤ a gente fica meio pobre, e cansada (desafio da minha vida será ir dois dias seguidos) e acabada mesmo, mas é isso, é bom demais pra deixar passar!! Que venhaaaa! ❤

Ah, e se você estiver indo ao Rock in Rio, ou a qualquer outro show ou festival, vale a pena dar uma lida nessa matéria da Rolling Stone Brasil. Não seja uma mala na multidão, evite praticar qualquer um d’Os dez comportamentos mais chados do público em shows.

Não lembro se eu já falei do Fabio Araújo aqui, talvez sim, porque é um dos meus canais favoritos Youtube todo. Há muito tempo eu acompanho os vídeos dele e são todos rapidinhos e com um senso de humor único (não são obviamente engraçados, mas você não consegue ficar sem rir – bem, eu não consigo). Às vezes você assiste por um minuto sem rir, mas no final tem um toque e pronto!, risadinhas.  Praticamente todos os vídeos do Fabio deixam a gente com aquela sensação de que foi simples e genial! Então, para aquelas tardes que você está ~aparentemente~ sem muita opção de entretenimento na internet, assista de uma vez todos os vídeos do canal dele, e assine pra sempre ficar sabendo quando tiver um novo.

Muitos anos atrás, eu estava na praia, e queria ficar no mar, mas na parte rasa mesmo, só que havia muito lixo lá, plástico em tudo quanto era formato. Eu fiquei bastante irritada, porque qualquer brincadeira ou momento tranquilo naquela área estava impraticável. Aí eu comentei com alguém que deveriam construir uma peneira gigante para limpar os oceanos, e acho que toda criança já deve ter pensado nisso. E os adultos que estavam por perto, é claro, riram da ideia, já que era “impossível”. Acontece que Boyan Slat, um garoto de 19 anos inventou essa “peneira gigante”, que pode levar só 5 anos para limpar todos os oceanos – se as pessoas colaborarem e não poluirem ainda mais, é claro.  Vi o vídeo dele no TED e encontrei essa matéria na Revista Galileu, pra quem quiser saber mais.

Falando nisso, ir ao site do TED, pra mim, é igual a ir ao Youtube assistir a trailers: não consigo ficar só em um ou dois… Fico o resto do dia assistindo… Aquelas sugestões de vídeos relacionados são muitas vezes irresistíveis. Outro dia, numa dessas maratonas, assisti a um vídeo do TEDxESPM que nunca tinha visto antes, sobre a ‘Esquadrilha da Risada – Rindo o tempo passa voando’ (só esse nome já é genial!), uma trupe de palhaços, responsável pelo entretenimento das pessoas que estão no aeroporto, esperando gente chegar, esperando a hora de voar, esperando, esperando, esperando… Para nós, adultos, toda essa espera já é terrível – especialmente quando o voo atrasa -, mas é mais fácil de entender e aceitar o que está acontecendo (“paciência, né?”, “fazer o quê?”), mas imagina que insuportável deve ser para as crianças que passam por isso… Então nada mais legal do que pessoas que se preocuparam com isso, que querem alegrar aquelas horas que perdemos na espera. O vídeo é bem legal, mostra o trabalho da Esquadrilha e no fim ainda mostra um joguinho divertido que eles fazem com os passageiros!

Olivier Teboul, um francês que mora no Brasil (mais precisamente em Belo Horizonte, Minas Gerais) listou 65 das suas impressões sobre o nosso país em seu blog, e foi uma das coisas que mais gostei de ler nas últimas semanas. Alguns itens nos fazem sentir orgulho de ser assim mesmo, outros nos fazem ver o quanto tem coisa aqui no Brasil que é bem absurda, mesmo que para nós, brasileiros, soe como algo comum, natural.

Sabe quando você olha num espelho e se acha surpreendentemente linda? Lógico, você deve estar bem bonita mesmo, mas a iluminação do ambiente tem uma parcela de responsabilidade nisso. A luz pode favorecer, ou não, a nossa aparência. No caso negativo, por exemplo, muitas vezes estamos bem, mas quando tiramos uma foto, não fica tão legal… Isso é bastante comum. Isso fica bastante perceptível ao assistirmos esse vídeo criado por Nacho Guzmán. É interessante ver o quanto sombra e luzes (quente ou fria, vindo de diferentes direções) influenciam na aparência da atriz; parece que são pessoas diferentes, com idades diferentes…

Acho que todo mundo já viu (e já ama) o Armandinho, né? Com os seus questionamentos, sensibilidade, esperteza infantil, as tirinhas são lindas, comoventes, engraçadinhas… Sempre me surpreendo, nunca é repetitivo. Mesmo agora, com uma série de tirinhas sobre o Armandinho e sua nova amiga (?) barata, v

Vejam essa foto de um safári onde os humanos ficam presos. Achei tão boa ideia!! Pra quem não tem facebook.

Os Príncipes William e Harry, junto com a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton foram visitar os estúdios de Leavesden, em Watford, na Inglaterra a convite da Warner Bros. No estúdio foi filmada a maior parte dos filmes de Harry Potter. Olhem só que coisa mais ❤ os gifs 1 e 2 gif. No evento – uma ‘inauguração’, pois a Warner Bros ampliou os estúdios, que ficará aberto a visitação – também estavam alguns atores e a autora da série, J. K. Rowling. Vejam ela e Kate combinando nas bolinhas. Li aqui 🙂

Cenas de filmes da Disney feitas com giz!

‘Biblioteca portátil’, parece ser tão aconchegante… Quero! ❤

Bansky Animado!